Rússia interferiu e ajudou na eleição de Trump, diz novo estudo do Congresso

Em março, deputados questionaram conclusão das agências de inteligência americana

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A Comissão de Inteligência do Senado dos EUA concluiu que a Rússia interferiu nas eleições que elegeram Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos. A prática, de acordo com um comunicado divulgado nesta quarta-feira (16), favoreceu o republicano

A conclusão é uma reação aos trabalhos na Câmara dos EUA, que, em março, anunciou o fim da apuração no grupo sobre a interferência russas nas eleições de 2016 e, segundo os aliados de Trump, não houve conspiração da equipe de Donald Trump com Kremlin para vencer a eleição.

De acordo com o vice-presidente da Comissão de Inteligência do Senado dos Estados Unidos, o senador democrata Mark Warner, houve um “esforço extensivo, sofisticado e ordenado pelo próprio presidente Valdimir Putin para beneficiar Trump e prejudicar Hillary Clinton.

Em março, os deputados questionaram a conclusão das agências de inteligência americanas, segundo as quais a intenção dos russos era beneficiar o atual presidente.

Os senadores avaliaram a mesma investigação e referendaram as conclusões do grupo, formado pela CIA, FBI e NSA (Agência de Segurança Nacional).

Na época, o documento foi assinado pelo republicano Richard Burr, senador e presidente da comissão. Ela informou que passou 14 meses analisando os dados oficiais. De acordo com Burr, não há motivo para contestar as conclusões e, conforme ele acrescentou, não há dúvida de que a Rússia agiu de maneira sem precedentes para interferir nas eleições norte-americanas.

A comissão ouviu todos os ex-diretores dos órgãos de inteligência e está trabalhando no relatório final. Esse documento deve ser classificado e divulgado em seguida. O presidente Trump ainda não se manifestou até a tarde desta quarta-feira (16).

Investigação na Câmara foi favorável a Trump

Os integrantes republicanos da Comissão de Inteligência da Câmara dos EUA anunciaram, no dia 12 de março, o fim da apuração no grupo sobre a interferência russa nas eleições de 2016 e informaram que não identificaram conspiração da equipe de Trump com Kremlim para vencer a votação.

Naquela ocasião, os parlamentares concordaram, no entanto, que Moscou tentou influenciar a eleição ao disseminar propaganda e notícias falsas na internet. Por outro lado, eles contestataram as investigações das agências de inteligência e do FBI de que a intenção era beneficiar Trump.

O líder democrata na Câmara dos EUA, Adam Schiff, considerou o fim da investigação prematuro e acusou Trump de pressionar os republicanos. Segundo ele, os trabalhos, na época, ainda estavam bastante incompletos e alguns temas seguiam apenas parcialmente investigados. Schiff disse, ainda, que outros trabalhos sobre claras acusações de que houve lavagem de dinheiro estavam paralisados.

Na Câmara, a investigação chegou a permanecer travada por alguns meses por causa do conflito entre os partidos políticos. Os republicanos diziam que estavam no fim das entrevistas e que era necessário agilizar o relatório final para não atrapalhar a campanha par a eleição legislativa.

Do outro lado, contudo, os democratas acusavam os republicanos de reduzirem o foco da investigação para protegerem o presidente e seus assessores. Alguns deles admitiram ter mentido ao FBI, como é o caso do conselheiro de segurança nacional de Trump, Michal Flynn.

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