Infecção cerebral rara assusta médicos e alerta para um diagnóstico preciso

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Alguns países da Europa, América do Norte, América Central e América do Sul (incluindo o Brasil), realizaram estudos a respeito de uma infecção rara que tem assustado os médicos: a meningoencefalite amebiana primária.

Casos registrados

As pesquisas concluíram que o parasita (um tipo de ameba unicelular) se reproduz mais facilmente em águas mornas e paradas. Nos Estados Unidos, um surfista morreu após ser diagnosticado com a doença.

Na Argentina, um garoto de oito anos apenas, contraiu a infecção após ter nadado em uma lagoa, e não resistiu. Cerca de 97% dos casos confirmados de meningoencefalite amebiana primária, são letais, com uma exceção mínima de cura em pacientes.

Foi o caso de uma menina de dez anos na Espanha, que sobreviveu à infecção do parasita, após ter nadado em uma piscina municipal do país onde mora.

Parasita que se alimenta de cérebros

Os principais Centros de Controle e Prevenção de Doenças do mundo todo, o parasita Naegleria fowleri, é um microrganismo que prefere ambientes úmidos, quentes e de água relativamente limpa e fresca, sendo mais comuns no verão.

A infecção ocorre, quando o paciente mergulha em águas contaminadas, e inala de alguma forma um pouco de água, onde a ameba infecciosa está. Assim, o parasita chega com facilidade ao cérebro, onde se alojam e se alimentam dos tecidos do sistema nervoso central.

Os sintomas da doença, se caracterizam como, dor de cabeça, febre, náusea, torcicolo, perda de equilíbrio do corpo e convulsões. A infecção não é contagiosa de pessoa para pessoa, e nem por meio da ingestão de água contaminada.

O tratamento da doença é feito basicamente com um medicamento chamado de miltefosina, que tem se mostrado eficaz contra a infecção. Por isso, é imprescindível que o diagnóstico correto seja feito nos pacientes, evitando que o quadro evolua tragicamente.

O parasitologista Danilo Ciccone Miguel, ressaltou que os casos da doença no Brasil, são raros e esporádicos (cerca de cinco). Portanto, amostras coletadas em piscinas e lagos em Porto Alegre e no Rio de Janeiro, não indicaram a presença desta ameba.

Ao contrário, as amostras indicaram que a água continha outros tipos de ameba, como a acantameba, que provoca inflamação nas córneas, encefalite (inflamação e inchaço do cérebro) e infecções na pele.

A espécie Entamoeba histolytica, também foi encontrada na coleta de amostras. Ela é responsável por provocar a amebíase intestinal e que se prolifera fora do intestino também, doença que pode ser fatal, provocando diarreia e vômito constantes.

Para prevenir as infecções por amebas, os cuidados são simples: não tomar água de lugares desconhecidos sem ferver, proteger a boca e o nariz, ao mergulhar nessas águas, e evitar nadar em lagoas e piscinas, sem antes verificar se é seguro.

Todo o cuidado é pouco, quando se trata de saúde. Se alguém apresentar qualquer sintoma desconhecido, após nadar em lugares diferentes, e que ocorreram casos da doença, procure imediatamente um médico, relatando todos os detalhes, inclusive de onde a pessoa esteve.

 

 

 

 

 

 

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