Beber em excesso pode aumentar risco de infarto e AVC

Ingerir altas quantidades de álcool em um curto espaço de tempo eleva a pressão e outros fatores de risco para a saúde.

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Um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado no Journal of American Heart Association, nesta última sexta-feira, dia 10 de agosto de 2018, criou um alerta, principalmente entre jovens e adultos de meia idade.

Neste estudo foram avaliados homens e mulheres de diferentes idades, dos quais os avaliadores chegaram a uma conclusão de que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas em um período de tempo pequeno, aumenta os riscos de infarto e o Acidente Vascular Cerebral, conhecido popularmente como o AVC, em grandes proporções.

A ingestão de grandes quantidades de álcool, faz com que os níveis de glicose no sangue (açúcar no sangue), a pressão arterial e o colesterol cheguem a patamares altíssimos.Todos esses fatores são determinantes em problemas cardiovasculares e também em Acidentes Vasculares Cerebrais.

O estudo concluiu também que a morte por infarto é elevada quando há o desenvolvimento de hipertensão antes dos 45 anos.

Pacientes avaliados durante o estudo

A pesquisa americana avaliou 4710 adultos com idades entre 18 e 45 anos. A pesquisa foi dividida entre três categorias distintas de participantes:

  • Não bebedores (Que passaram 1 ano sem ingerir bebidas alcoólicas)
  • Bebedores (Que realizaram o consumo de bebidas alcoólicas uma vez por mês)
  • E os bebedores compulsivos (Que consomem bebidas alcoólicas diversas vezes ao mês)

Entre todos os avaliados, 29% dos homens e 25,1% das mulheres, realizaram o consumo de bebidas alcoólicas apenas uma vez por mês, se enquadrando na categoria “bebedores”. Já 25,1% dos homens e 11,8% das mulheres foram classificados como bebedores compulsivos, fazendo o uso de bebidas alcoólicas diversas vezes por mês.

Nos casos avaliados, a diferença de pressão arterial, níveis de glicose no sangue e o colesterol, foi nítida entre os classificados como não bebedores e bebedores compulsivos. No caso dos bebedores, a diferença não foi tão alarmante, pois o consumo contava com um período de tempo suficiente para que o corpo se recuperasse dos danos causados pelo álcool.

A conclusão da expressão “beber em excesso” é para aqueles que fazem o consumo semanalmente, ou seja, mais de uma vez ao mês. O tempo não é suficiente para que o corpo se recupere, apesar de após um ou dois dias, o mesmo aparentar estar “normal”.

Relatos dos pesquisadores

Os pesquisadores relataram no Journal of American Heart Association, que um a cada cinco jovens em período universitário, afirma que faz o consumo excessivo de bebidas, com pelo menos dois episódios por semana. Em média nesses episódios cada um consome até sete drinques. Alguns casos menos expressivos, a quantidade de álcool é ainda maior.

Além de causar dependência e outros problemas comuns relacionados ao álcool, quando esta pesquisa é comparada com gerações da década passada e outras anteriores, a regularidade e intensidade do consumo está ainda maior, colocando diversos jovens em risco após os 45 anos.

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