Deputados federais do Estado da Bahia são acusados de desviar recursos de programas sociais

Brasília- DF 11-04-2016 Parlamentares após a votação do impeachment na comissão. Foto Lula Marques/Agência PT
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A deputada federal Tia Eron e o deputado Márcio Marinho (PRB-BA), que integram a bancada evangélica ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, podem ter recebido indiretamente, recursos que estavam destinados a beneficiários de um projeto social na Assembleia Legislativa baiana.

Tia Eron ficou conhecida nacionalmente por ser ter dado o voto decisivo contra Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara, agora está entre os políticos que podem ter recebido doações de campanha de recursos destinados à programas sociais.

Verbas desviadas

A verba seria de 19 milhões de reais de projetos para crianças carentes, matriculadas na rede de ensino educacional gratuito entre 2011 e 2014.

De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, ao todo são 80 doadores para a campanha de 2014, e são beneficiários do programa bolsa-auxílio.

O Partido Republicano Brasileiro (PRB), conhecido como o partido da Igreja Universal, é o que recebeu mais recursos para os seus candidatos de campanha, da lista de doadores que fazem dos beneficiários do programa.

Os recursos usados pela Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, com destino a sustentar o programa, foram destinados às contas de mais de 3.349 alunos ou de seus responsáveis, de acordo com o portal Meu Congresso Nacional.

Este, mapeia as informações sobre as atividades parlamentares e as doações aos candidatos. No total, as doações aos políticos foram de cerca de 330 mil reais, como sendo participantes do programa bolsa-auxílio.

Esta foi considerada uma situação conflitante, pois as condições sociais exigidas para receber o benefício, são claras e definidas, bem como destinadas a um público alvo.

O deputado Márcio Marinho, que é bispo licenciado da Igreja Universal, Tia Eron e o deputado estadual Sildevan Nóbrega, todos do Partido Republicano Brasileiro, receberam um total de 48 mil reais cada, de oito bolsistas.

Outro ex-deputado estadual envolvido nesse escândalo é o baiano Deraldo Damasceno (PSL), que apareceu como o que mais recebeu doações, foram 34 mil reais, vindos de três bolsistas, que também receberam dinheiro, cerca de catorze mil reais.

E o intrigante, é que os três bolsistas trabalhavam com o deputado, recebendo salários de cinco a onze mil reais. Um dos que também receberam dinheiro como bolsista, é o deputado estadual Alex Lima (PTN), uma quantia de 2.500 reais por mês.

O jornal Folha de São Paulo relatou ainda que ele teria recebido esse valor dois anos antes de se eleger. O patrimônio avaliado do deputado estaria em um milhão de reais, mas o mesmo alega que conseguiu que os bens chegassem a esse valor por recursos próprios.

O Governo Federal vem investigando e reavaliando todos os benefícios concedidos aos cidadãos brasileiros. Diversos ´beneficiários´ tiveram os recursos suspensos por fraudes comprovadas ou suspeitas de corrupção.

Os recursos aplicados para esses programas, devem passar por rigorosos critérios administrativos, a fim de verificar se aquele cidadão precisa mesmo receber aquele benefício.

Em um governo onde são concedidos benefícios, todos devem ser    reavaliados constantemente.

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