Novelas globais impõem a discussão sobre representatividade racial

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Nos últimos dias a representatividade virou objeto de análise de muitas pessoas quando o assunto são as novelas transmitidas pela emissora mais famosa do país, a Rede Globo. Depois de terem sido efetuadas contagens utilizando material verídico da empresa por algumas pessoas interessadas foi possível contatar que a mesma estava com a quantidade de personagem de representação racial reduzidos em várias tramas.

A representatividade racial é um quesito configurado pelo Ministério Público do Trabalho, que define uma quantidade X de profissionais para cada cargo, grupo, ou projeto a ser desenvolvido que devem atender aos quesitos raciais adequados, e que por isso passam a representar de forma racial as demais etnias brasileiras. Para p Ministério do Trabalho esse é um fator necessário a fim de que a população do país como um todo possa ser representada nas profissões mais variadas e que todos tenham a oportunidade de trabalharem.

Se determinada empresa quiser colocar algum projeto à frente e não tiver no grupo de profissionais responsáveis uma quantidade X de pessoas exigidas pelo Ministério do Trabalho para aquele caso em especial como forma de representação racial, este projeto não poderá seguir, ele de estagnar até que a empresa em questão consiga organizar o quadro de pessoal e então estar com a quantidade de pessoas adequadas na representatividade racial e então aí ela poderá dar continuidade ao projeto desenvolvido e pretendido.

A Rede Globo já vinha há tempos transmitindo tramas nas telinhas brasileiras sem que o quadro de pessoal conseguisse esta enquadrado dentro do ideal, quando o assunto é a representatividade racial de acordo com o Ministério do Trabalho. Novelas como “Bem Amado” e “Gabriela” se passaram no Estado da Bahia, como a trama reclamada hoje “Segundo Sol”, e não teve efeitos de reclamação pela representatividade racial, mesmo que não cumprisse com os quesitos necessários.

A intervenção do Ministério do Trabalho

O Ministério do Trabalho interveio na questão e então começou a tomar as medidas cabíveis ao momento e aos processos que devem ser desenvolvidos de acordo com o que se sucede na emissora. O Ministério do Trabalho notificou o estabeleceu um prazo de até 10 dias para que a empresa resolva o problema que está sendo alvo de muitas críticas e que venha a aumentar a representatividade racial na trama.

De acordo com o documento enviado à emissora, o Ministério do Trabalho numerou cerca de 14 recomendações para a empresa com outras irregularidades e demais extensivos sobre alguns produtos da casa. Sabendo assim, a empresa deve sentar com os responsáveis e rever os conceitos trabalhados na empresa para que possam tornar o ambiente mais agradável e ainda dento das normatizações do Ministério do Trabalho. Valendo lembrar que estar dentro da normatização faz com que a empresa possa ser não só bem vista por entidades externas, mas também pelos profissionais.

A Justiça, depois de dar este pontapé inicial com a emissora Globo, com certeza irá realizar uma pesquisa nas demais emissoras e assim configurar novamente o grupo de pessoal de cada empresa a fim de que eles também atendam às normas requisitadas pelos órgãos governamentais que legislam os processos trabalhistas.

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