Bin Laden sofreu lavagem cerebral segundo sua mãe

Mãe de Bin Laden que hoje está com 70 anos, disse que filho era uma boa pessoa.

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O mundialmente conhecido terrorista Bin Laden, segundo a sua mãe era uma criança muito boa, porém recentemente em uma entrevista ao jornal britânico “The Guardian”, acabou sofrendo uma lavagem cerebral quando foi cursar a universidade. Após quase 17 anos do ataque terrorista as Torres Gêmeas, é a primeira vez que Alia Ghanem, de 70 anos, a mãe de Bin Laden concede uma entrevista.

O ataque liderado por Bin Laden, que era o cabeça da organização Al-Qaeda, no dia 11 de setembro de 2001 em Nova York, deixou aproximadamente 3 mil mortos e uma lembrança que jamais será esquecida. 10 ano depois do ataque, o terrorista acabou sendo morto em uma operação do exército americano no Paquistão, porém como o corpo não foi exibido, há muitos que acreditam que ele ainda vive.

A mãe de Bin Laden

Alia Ghanem mora atualmente na Arábia Saudita. Em entrevista ao The Guardian, ela relatou que o seu filho primogênito era muito tímido, porém tudo mudou quando ele frequentava a Universidade King Abdulaziz para cursar economia. Foi lá que ele acabou se radicalizando, onde segundo Ghanem, as pessoas da faculdade acabaram fazendo uma lavagem cerebral nele, tornando-o um homem totalmente diferente.

Foi em King Abdulaziz que Bin Laden conheceu Abdullah Azzam, um membro da Irmandade Muçulmana, que acabou se tornando o seu conselheiro espiritual pessoal. Ghanem relata que tudo isso aconteceu com seu 20 anos, onde as influências religiosas acabaram mudando os pensamentos dele.

“Eles conseguiram dinheiro para a causa deles. Eu sempre dizia a ele para ficar longe deles, e ele nunca iria admitir para mim o que ele estava fazendo, porque ele me amava muito”

A mãe de Bin Laden veio de uma família alauíta, uma das vertentes do islamismo xiita. Em 1950 ela acabou mudando para a Arábia Saudita, onde sete anos depois Osama veio a nascer. Em 1960 Alia se divorciou e casou-se com Al-Attas, administrador de todo o império Bin Laden.

Entrevista ao The Guardian em família

Além da mãe, outros dois irmãos de Osama Bin Laden e seu padrasto, estavam presentes na entrevista. Ahmad e Hassan são seus irmãos e Mohammed Al-Attas o padrasto, que o criou desde quando tinha três anos. Todos afirmaram que ele era muito sério e amava estudar.

A família relatou que no começo da década de 80, ele realizou uma viagem ao Afeganistão para poder junto com aliados, combater a tomada russa na região. Seu irmão diz que até este momento todos eram muito orgulhosos de seus feitos.

A mãe em parte da entrevista disse que ele gastou um bom dinheiro em sua estadia no Afeganistão, porém não imaginava que o filho em algum momento pudesse ter se tornado um jihadista radical. Mas pouco tempo depois, era nítido o que ele havia se tornado e todos os membros da família ficaram chateados.

A mãe fala que ela não queria que nada disso acontecesse, pois por qual motivo ele jogaria toda sua vida fora? A última vez que a mãe e outros familiares viram Bin Laden, foi em 1999, dois anos antes do ataque, na província de Kandahar no Afeganistão. Ele na ocasião recebeu seus familiares com muita alegria.

Apesar de todos os fatos, Alia Ghanem se recusa a acreditar que o filho possui culpa no ataque de 11 de setembro. Porém seu irmão Ahmad, relatou que ela nunca chegou a conhecer o lado jihadista do filho. Todos da família se sentem envergonhados, onde durante o ataque, acabaram ficando chocado com a informação de que ele seria o principal mentor.

Logo após o ataque, Ahmad relata ao jornal, que diversos integrantes da família Bin Laden que moravam no Egito, Líbano, Síria e Europa acabaram retornando para a Arábia Saudita, por medo de represálias. Muitos deles foram interrogados e ficaram proibidos de viajar. Mas hoje, aqueles que ainda são vivos, podem novamente se mover dentro e fora do país.

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