Conta de luz fica mais cara em maio; saiba como economizar

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Com a chegada do outono, o fim do período de chuvas por todo o país levou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudar a bandeira tarifária de energia, prática que tem se tornado comum nos últimos anos. No mês de maio, os consumidores vão sentir a diferença no bolso com a mudança da bandeira verde para amarela. O terceiro nível, vermelho, só é utilizado em períodos de intensa escassez.

Agora, com a bandeira amarela, será cobrado R$1 para cada 100 kilowatt hora (kWh), de acordo com informações da Agência Brasil. A decisão ocorre após a chegada de um período mais seco, pois as usinas hidrelétricas têm seus reservatórios afetados pelo menor volume de chuvas. Para dar conta de manter a produção de energia, o governo passa a acionar as usinas termelétricas, que são mais custosas pois se baseiam na queima de óleo, gás natural, entre outros materiais que geram calor.

O uso do Sistema de Bandeiras Tarifárias entrou em vigor em 2015, instituindo os acréscimos no preço de energia. O sistema é dividido em quatro fases, segundo a Aneel:

  • Bandeira verde: não há acréscimo nenhum no valor da energia
  • Bandeira amarela: acréscimo de 0,010 para cada kWh, pois condições de geração se mostram menos favoráveis
  • Bandeira vermelha – Patamar 1: acréscimo de 0,030 para cada kWh devido ao agravamento das condições de geração de energia
  • Bandeira vermelha – Patamar 2: acréscimo de 0,050 para cada kWh em períodos de seca e escassez, o que reflete em uma produção mais custosa

Dicas para reduzir o consumo de energia

Alguns hábitos parecem simples e sem impacto no bolso, mas fazem mais diferença do que aparentam ao longo do mês. A Aneel dá algumas dicas para quem deseja manter a conta de luz no mesmo patamar, mesmo com a mudança para a bandeira amarela.

Um dos grandes vilões da energia continua sendo o chuveiro elétrico, que compromete boa parte dos kWh. Por isso, a Agência sugere banhos mais curtos visando menos desperdício. Segundo especialistas de várias áreas – de dermatologistas a ambientalistas – o banho ideal deve durar, em média, 5 minutos.

Outro hábito que pode contribuir para a redução de energia é evitar deixar a geladeira aberta por muito tempo. Pense e escolha o que vai pegar antes de abrir a porta. Fazer o degelo periodicamente também otimiza a capacidade de refrigeração do aparelho, que não precisa ficar ligado no nível máximo para cumprir sua função.

Já em ambientes com ar-condicionado, a dica é deixar portas e janelas bem vedadas. Dessa forma, otimiza-se a capacidade de refrigeração e não é necessário manter o aparelho na temperatura mínima – o que pode, inclusive, danificá-lo. As empresas de geração de energia sugerem manter o ar entre 22 e 23 graus, nível que gera a mesma sensação de frescor dos 17 graus quando o ambiente está adequado. A Light indica que um ar-condicionado ligado o dia todo é responsável por 40 a 50% do consumo de energia da casa, por isso, vale usar com moderação quando possível.

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