Oposição do Flamengo critica valores e venda de Lucas Paquetá; vice defende

Chapa UniFla emitiu nota contra o negócio; Ricardo Lomba, vice de futebol, comenta a favor da transação

Foto: divulgação
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A venda de Lucas Paquetá para o Milan segue dando o que falar no Flamengo. Depois da torcida Rubro-Negra criticar a negociação, agora foi a vez da oposição do clube, via Chapa UniFla, que tem Rodolfo Landim como candidato à presidência, emitir uma nota nesta quinta-feira contra a transferência do jogador. Vale lembrar que o negócio ainda não teve o selo de oficial, apesar de tudo estar praticamente definido.

As principais criticas da oposição são com relação aos valores da transação (o clube carioca fechou o negócio por 35 milhões de euros, abaixo da cláusula do atleta, que é de 50 milhões, e vai ficar com 24,5 milhões, divididos em quatro parcelas, o equivalente a 70% do que tem direito com relação aos direitos econômicos) e o momento em que ela está sendo feita, tendo em vista que o Campeonato Brasileiro está em sua fase derradeira (faltam 10 rodadas para o término da competição e o Flamengo briga pelo título junto com Palmeiras, Internacional, Grêmio e São Paulo, ao menos).

Confira a nota da oposição na íntegra

A venda do atleta Lucas Paquetá é analisada por nós da Chapa Unifla sob cinco pontos fundamentais.

1) É inacreditável que façam isso na reta final do Brasileiro, demonstrando que a diretoria atual não tem o menor compromisso com a vitória.

2) É inaceitável que a venda tenha sido feita por um valor abaixo da multa. E, no mínimo questionável, que tenha acontecido a 82 dias do final da gestão atual. Qual o critério para se abrir mão da possibilidade de um valor maior?

3) Tal fato se agrava com a participação de um VP do Futebol – e candidato à presidência do clube – que recentemente deu declarações sobre a possível venda do atleta, já planejando a aquisição de possíveis substitutos. Nunca é demais lembrar que uma parcela significativa das negociações fica com empresários, advogados, etc. É difícil entender que o clube venda o nosso melhor jogador para comprar outros, havendo ainda perda de dinheiro.

5) Na nossa visão, craque o Flamengo faz em casa. Mas, na atual administração, o craque feito em casa é vendido de qualquer forma, e o dinheiro é jogado no lixo.


A resposta de Ricardo Lomba, vice de futebol

Em entrevista ao jornal “O Globo”, o mandatário, que é candidato à presidência da situação,  defendeu a negociação e citou a vontade de Lucas Paquetá em atuar no futebol europeu.

– É uma grande transação, está entre as maiores do futebol brasileiro. Podia esperar? Podia. Mas acho que seria irresponsabilidade o clube ficar parado esperando a eleição. O mercado traz oportunidades que se a gente perder nos torna irresponsáveis. Passamos pela janela do meio do ano, são negociações de muito tempo. Quase o valor inteiro fica para próxima gestão. A ideia jamais foi ter qualquer tipo de benefício, o Flamengo que tem que ganhar. Contou também o desejo do jogador, que tem sonhos e a gente respeita. Em termos de negócios, foi muito bom, com ele permanecendo até o fim do ano motivado. Uma eventual espera poderia acontecer o que aconteceu com o Pedro, do Fluminense, que se machucou. Multa não é negociação, é proteção que o clube tem – comentou.

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