Imóveis de até 1,5 milhão de reais poderão ser adquiridos com FGTS

Para estimular a economia e a construção civil, governo aumenta o teto para aquisição de imóveis onde parte do pagamento pode ser feito com FGTS.

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Atualmente a venda de imóveis está baixa, pois em anos anteriores surgiram diversos empreendimentos, com condições melhores de pagamentos, inclusive boa parte financiados pelo plano governamental do Minha Casa, Minha Vida, sem contar que a previsão da economia estava muito melhor do que até este primeiro semestre de 2018.

Mas com a crise financeira o setor da construção civil, um dos principais setores atingidos pela crise econômica, hoje os resultados não são nada animadores, mesmo com uma esperança de reação da economia. Atualmente vemos diversos empreendimentos sendo construidos, porém em boa parte das cidades há poucos interessados na aquisição ou há uma grande dificuldade de financiamento pelos bancos.

Diante de toda esta queda no setor, neste último dia 31 de julho, o governo juntamente com o Conselho Monetário Nacional, anunciaram uma medida que pretende dar uma alavancada neste ponto da economia. A construção de imóveis pelo Brasil, será estimulada principalmente para aqueles com condições financeiras melhores, pois a medida adotada pelo CMN é elevar o valor máximo do imóvel que pode ser adquirido com valores armazenados no FGTS do cidadão.

Atualmente o teto máximo de imóveis que podem ser adquiridos com recursos do FGTS é de R$ 950 mil. Com a medida, o teto passará a ser de R$ 1,5 milhão. Esta medida na verdade é uma readequação da regra que vigorava até o último dia 31 de dezembro de 2017, quando o teto máximo do imóvel que poderia ser financiado pelo Sistema Financeiro Habitacional (SFH), que também permite o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) também era de R$ 1,5 milhão.

Mas na época a medida não foi muito longe, durando apenas 11 meses, não animando muito as construtoras.

Qual a novidade em relação a 2017?

Já que a economia neste setor está baixa e a geração de emprego está bem abaixo do que era previsto pela equipe econômica, a solução foi voltar a regra de 2017, aumentando o teto dos imóveis que podem ser adquiridos com o FGTS novamente para R$ 1,5 milhão.

A novidade fica a critério de que agora o teto máximo vale para todas as cidades do país. Em 2017 somente as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília poderiam vender imóveis com essas condições. A equipe econômica acredita que estendendo este benefício para outras localidades, irá incentivar as construtoras a darem início a novos empreendimentos e também gerar mais empregos.

Outra novidade do Conselho Monetário Nacional será com relação ao percentual que os bancos precisam aplicar na avaliação e concessão de crédito imobiliário. Atualmente a porcentagem está em 65% do montante que é depositado na poupança, onde 80% destes valores devem ser destinados ao SFH.

Está previsto que os bancos agora possam utilizar parte destes recursos em financiamentos de imóveis fora do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que em tese visa favorecer cidadãos de baixa renda, a adquirirem imóveis com valores menores, como por exemplo, opções do Minha Casa, Minha Vida.

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