Energia solar: BNDES dará empréstimo para aquisição de placas

Linha de crédito para pessoa física e jurídica deve ampliar mercado

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Aqueles que sempre desejaram economizar na energia elétrica e poupar o meio ambiente poderão concretizar os seus planos: o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai fornecer uma linha de crédito para aquisição de placas fotovoltaicas voltada à pessoa física. Isso significa que qualquer cidadão que desejar ter uma fonte de energia renovável em casa ganhará esse apoio importante em termos de financiamento. Cada pessoa pode garantir até 30 milhões de empréstimo, a cada 12 meses.

O chamado Fundo Clima quer justamente dar um incentivo a mais para a instalação dos sistemas de aquecimento solar e cogeração de energia. De acordo com informações divulgadas pelo BNDES, o processo será feito exclusivamente por meio de bancos públicos e quase todos os itens do sistema entraram no acordo: geradores, placas voltaicas, entre outros itens necessários para o funcionamento em indústrias e residências.

O empréstimo também pode ser adquirido por pessoa jurídica, como no caso de empreendedores. Com todas as taxas, os juros saem na proporção de 4,03% ao ano para aqueles com faturamento ou renda de até R$90 milhões por ano. Já para aqueles que ganham acima desse valor, os juros são de 4,55% ao ano. Já em termos de carência, esta pode ser de 3 a 24 meses, chegando a 144 meses.

A medida deve impulsionar o mercado de energias renováveis, mas ainda está longe de chegar ao consumidor comum.

Conheça melhor a energia solar

Mesmo que ainda demore algum tempo até que todo o cidadão possa usufruir dos benefícios da energia solar, é bom ter a possibilidade em vista: o preço da energia elétrica deve subir cada vez mais diante da escassez de recursos hídricos e fósseis, por exemplo.

Considerada uma fonte sustentável (que não gera danos ao meio ambiente) e renovável (que não se esgota) pode ser usada na qualidade de energia térmica ou elétrica. No primeiro caso, em residências, garante o aquecimento do chuveiro, um dos maiores vilões no consumo. No segundo caso, a captação costuma ser feita por meio das placas fotovoltaicas, que convertem os raios solares em energia. As placas precisam ser instaladas em painéis solares, que também contam com um sistema de fixação, cabeamento, entre outros detalhes.

Atualmente, a geração de energia no Brasil se dá basicamente por meio das usinas hidrelétricas e das usinas termoelétricas. Quando há escassez de recursos hídricos, o que compromete a geração de energia, o governo aciona as termoelétricas. O problema é que essa opção gera mais gastos para a produção, o que se reflete no bolso do consumidor. Essas usinas utilizam os chamados recursos não-renováveis, que vão se esgotar um dia na medida em que seu consumo aumenta. Além disso, tais recursos – carvão, gás natural, petróleo, entre outros – geram danos complexos ao meio ambiente, que influenciam as mudanças climáticas.

Por isso, o investimento em fontes renováveis de energia tem sido apontado como uma das possibilidades mais importantes dentro de uma economia sustentável, que visa manter a produção sem prejudicar o meio ambiente.

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