Aumento de capital para a operadora Oi

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No ano passado, a empresa Oi passou por problemas graves de receita, assumindo precisar de um plano de recuperação. Hoje, esse plano começa a demonstrar que essa operadora telefônica está mesmo em avanço: passou a ser possibilitado novamente o aumento de capital.

A razão para esse aumento foi que os precedentes, antes requisitados pelos seus credores, tiveram a sua suspensão. Porém, existiam alguns parâmetros para isso e a Oi conseguiu responder a eles: o lucro chamado de Ebtida deveria ser de 5 bilhões e 750 milhões de reais ou acima, o plano de recuperação tinha de ser aceito nos Estados Unidos e também no Reino Unido, além de não haver intervenção sobre a empresa. Todas essas condições foram consideradas e o aumento de capital foi admitido ontem (11).

Vai haver um regime de preferência para quem quiser participar desse aumento de cpaital e a empresa Oi o explicou: até 14 de junho, quem poderá comprar ações são aqueles que possuem ações preferenciais ou as chamadas de ordinária. Porém, a compra seguirá a proporção das ações que essas interessadas já possuírem. A principal razão para que a operadora busque esse aumento de capital é a possibilidade de ela sair do processo de recuperação judicial.

Como foi a crise da Oi?

No ano de 2016, a companhia telefônica Oi divulgou que sua dívida já estava em R$ 60.000.000.000,00 e que, devido a isso, já teria solicitado a recuperação judicial. O cenário era tão grave que era considerado certo que ela entrasse em falência se não houvesse um “socorro” do Governo, uma vez que a própria empresa considerava que o montante era impagável.

Naquela época, foram usados registros financeiros do ano de 2015 para ilustrar como a situação financeira da empresa de telefonia móvel estava complicada: o montante para aquele ano seria de R$ 11.000.000.000,00, sendo obrigatório que quase R$ 2.000.000.000,00 fossem depositados até o mês de junho seguinte.

A empresa adquiriu tantas dívidas, inclusive, por causa de variadas multas que a Agência Nacional de Telecomunicações teve de aplicar: o motivo delas é que a Oi não realizava investimentos. A justificativa da empresa reguladora é que esse era o único sinal de telefonia móvel em vários locais do país e, dessa maneira, seria obrigatório que se fizessem investimentos periódicos para que os usuários não tivessem prejuízo.

No ano de 2017, as negociações a respeito de como a empresa poderia ser ajudada, inclusive porque a sua falência traria dificuldades ao país, ainda estavam sendo feitas. A Anatel até mesmo tinha considerado suspender as autorizações da Oi, cabendo destacar que nunca se tinha visto uma situação de recuperação judicial de montante tão grande na América Latina.

Situação de agora

A recuperação judicial apresentou muitos resultados, como se comprova com a Oi podendo ampliar seu capital. Nos primeiros três meses de 2018, a companhia teve um elevado lucro líquido, passando dos R$ 30.000,000,000,00; além de seu lucro crescer, o montante da sua dívida também decaiu muito, estando em pouco mais de R$ 7.000.000.000,00, enquanto era de valor superior a R$ 47.000.000.000,00.

No caso do seu prejuízo líquido, também se pode mencionar uma diminuição muito elevada: ela era de mais de R$ 6.000.000.000,00 e passou a ser de R$ 69.000.000,00. Com certeza, ainda se trata de uma cifra bastante alta, mas o fato de deixar de ser de bilhões para ser de milhões já mostra indiscutivelmente que o plano de recuperação judicial tem sido frutífero. A própria empresa de telefonia anunciou que, a partir de agora, o seu patrimônio líquido está em quase R$ 29.000.000.000,00, ou seja, está no azul.

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