Acordo de US$ 50 bilhões do FMI com a Argentina é aprovado

Nos próximos dias o Fundo Monetário Internacional estará injetando o dinheiro na economia argentina.

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Nesta última quarta-feira (20 de junho) o comitê executivo do Fundo Monetário Internacional, o famoso FMI, acabou avaliando as condições e aprovando para a Argentina o acordo de financiamento solicitado pelo presidente Mauricio Macri que será quitado em três anos.

Este acordo prevê um empréstimo de US$ 50 bilhões, que serão injetados na economia argentina para coibir a disparada do câmbio e também da inflação, que vem gerado uma crise financeira de grandes proporções no país.

Parte do valor, US$ 15 bilhões já foram disponibilizados imediatamente ao país, dos quais a metade do montante já será destinado para reforçar o orçamento de 2018. O Fundo Monetário prevê que os outros US$ 35 bilhões sejam injetados na economia argentina durante o período estipulado pelo acordo.

O valor total será avaliado pelo FMI trimestralmente através do comitê executivo, podendo haver uma diminuição do montante, conforme a revisão.

O que diz o FMI?

Em um comunicado oficial, o Fundo Monetário Internacional citou que o acordo é para fortalecer a economia argentina e principalmente reforçar a independência do Banco Central argentino. Todo o plano inclui um passo a passo que prevê proteger a camada mais vulnerável da sociedade argentina e dar continuidade nos gastos que beneficiam a população. Caso as condições sociais no país vierem a piorar, o dinheiro irá permitir um gasto maior com o sistema de seguridade argentino.

A atual crise financeira na Argentina

O governo argentino após dois anos de dar por encerrado a disputa com os conhecidos “fundos abutres”, agora está de frente para um novo e grande impasse financeiro. A moeda argentina (Peso argentino) está despencando, a taxa de juros chegou a alcançar o maior patamar de todo o mundo e todas as variações acabaram consumindo uma grande parte das reservas em dólares. Após estes fatos, a única solução encontrada para resolver parte do problema e dar um novo fôlego para encarar os próximos anos, foi buscar ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Com a ajuda do Fundo, a Argentina pretende resgatar a confiança dos investidores internacionais e evitar que o câmbio possa flutuar da maneira que vem acontecendo nos últimos meses.

Todos os problemas ocasionados por esta crise nas finanças, acaba afetando diretamente o salário dos argentinos. Atualmente o governo prevê uma grande disparada na inflação, fazendo com que o poder de compra dos argentinos fique bem reduzindo, trazendo diversos outros problemas ao país. O crescimento econômico deste ano irá ficar bem abaixo da previsão, onde segundo Nicolás Dujovne, atual Ministro da Fazenda, a Argentina terá muito mais inflação do que crescimento a curto prazo.

Toda a crise no país não deu outra escolha ao governo argentino a não ser pedir uma linha de crédito ao tão temido Fundo Monetário Internacional. O pedido foi feito com a intenção de conseguir uma taxa de juros mais baixa do que o dinheiro que será captado no mercado.

Popularidade de Macri

Mediante a crise na Argentina, o aclamado presidente Mauricio Macri durante as eleições, teve a sua popularidade afetada, despencando grandemente. Atualmente o percentual de argentinos que avaliam o governo de Macri negativamente subiu para 62,7%, algo que girava em torno de 37,7% durante o período em que foi recém eleito para presidente.

O pedido não foi bem aceito pela população, pois o próprio ministro da Fazenda, Dujovne, durante a campanha e após o primeiro período de governo, prometia não recorrer ao FMI gerando mais dívidas ao país. Porém agora em seus pronunciamentos ele fala que a escolha é justamente para que a Argentina tenha condições de cuidar da população mais carente.

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