O desafio do novo Ministro da Educação – Marcelo Vasconcelo

Nossa educação está falida

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Um dos assuntos mais comentados da semana foi o anúncio do ministro da educação, pelo presidente eleito Bolsonaro.  O novo ministro é um nome desconhecido, porém, uma pessoa capacitada  para a missão, segundo críticos da política.

O nome do novo ministro é Ricardo Vélez Rodríguez, um homem perfeitamente alinhado ao pensamento e proposta do novo governo. Tanto o é que, segundo noticiou Exame, o novo ministro teria afirmado que a tomada do poder pelos militares em 1964 seria uma data para comemorar, um posicionamento mais que alinhado ao do novo presidente.

O portal Extra por sua vez, enfatiza o fato de o futuro ministro ter 40 anos a mais que sua esposa, talvez como forma de tentar minimizar a legitimidade, por assim dizer, que os direitistas teriam ao criticarem Caetano Veloso, alvo de incontáveis comentários por ter deflorado sua atual esposa, Paula Lavigne, aos 40 anos, enquanto ela tinha apenas 13 anos, como declara a Revista Marie Claire.

O novo ministro é um crítico ferrenho da esquerda progressista, o que agradou de fato ao futuro presidente e seus milhões de eleitores. Mas, Ricardo Vélez tem muito trabalho pela frente, a educação brasileira está falida, esfarrapada e debilitada como alguém que acaba de sofrer um desmoronamento após um grande terremoto.

Nossa educação está em frangalhos, em matéria deste ano da Folha de São Paulo, foi mostrado que  61% dos estudantes brasileiros não terminaram primeira parte da prova do PISA, entre finlandeses são apenas 6%, entre colombianos são 18%.

Mas, ainda não é hora de chorar, pois, entre os estudantes que terminaram a prova os resultados são tão animadores quanto um homem estéril que recebe notícia que sua esposa está grávida.  A última edição do PISA foi em 2015, foram avaliados estudantes entre 15 e 16 anos de 70 países.

As disciplinas avaliadas foram matemática, ciências e leitura. Vamos chorar um pouco? Vamos lá. O desempenho dos nossos estudantes só não foi pior porque as disciplinas foram somente essas três.  Na média geral ficamos no último pelotão, na avaliação de matemática o Brasil ficou na 63° posição, entre os 70 países avaliados, em ciência ficou na 65° e em leitura 58° posição.

Esse quadro é grave, devemos lembrar que foram 13 anos de administração petista no Brasil comandando nossa educação.  O que fizeram?  Segundo a mesma matéria, o Brasil tem um dos piores níveis de queda no desempenho da prova, essa queda deixa o país na 55° posição.

O próximo ministro da educação terá sérios problemas para resolver, esperamos que ele tenha sucesso, pois, o futuro do nosso país está à espera de um milagre, mas, caso o milagre não aconteça, que o trabalho sério e comprometido deixe um grande legado à nossa educação sucateada e esfarrapada.

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