Marxismo cultural e outros venenos açucarados – Marcelo Vasconcelo

Deturpação de Valores e Anarquismo Comportamental

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Às vezes, fico a pensar: como chegamos a tal patamar de alienação cultural. Exposição excessiva e erotização apelativa do corpo (atualmente, não só da mulher), culto e proteção ao banditismo, decadência educacional e escárnio público à fé cristã. Certa vez, assistindo às manifestações que ocorreram em diversos lugares pelo Brasil inteiro, no ano de 2015, notei faixas e cartazes com os dizeres “Olavo tem razão!” O que queria dizer aquela frase? Perguntava-me. Quem é Olavo de Carvalho que nunca tinha ouvido falar?

Como a média dos brasileiros faria com essas indagações, assim eu fiz, ou seja, fiquei com as perguntas sem procurar as respostas, mesmo que isso só me custasse alguns cliques. Somente cerca de um ano depois, pesquisando sobre respostas a algumas questões políticas, deparei-me com diversos vídeos de um senhor que tinha o mesmo nome das faixas e cartazes das manifestações.

Com o passar dos dias, quanto mais pesquisava e ouvia atentamente os seus ensinamentos sobre política, religião e filosofia eu percebia que seus posicionamentos eram extremamente contundentes aos tímpanos sensíveis do brasileiro mediano. Foi então que, finalmente, conclui que os dizeres nas faixas eram referências àquele senhor que sempre estava de costas para uma gigante prateleira de livros, falando constantemente palavrões.

Olavo de Carvalho me abriu os olhos para problemas que, pelo fato de vivenciá-los no dia a dia, não conseguia enxergá-los. O marxismo cultural foi um dos importantes temas que me apresentou. Trata-se de um vírus que está impregnado dentro das escolas e universidades do país, sem falar dos veículos de comunicação e entretenimento.

Após o governo militar ser instalado em 1964, o movimento esquerdista, apavorado, planejava de algum modo lançar uma ofensiva contra o Estado. Mas, diante das impossibilidades de um enfrentamento armado, laçaram mão de uma arma nunca antes implementada no Brasil. Uma arma tão silenciosa quanto destrutiva. Era um veneno injetado em doses homeopáticas na sociedade. Açucarada com os velhos hábitos sorrateiros dos discursos populistas e humanitários. O marxismo cultural ganhou terreno por décadas, sem ser notado.

Esse movimento foi criado por um sujeito chamado Antônio Gramsci,  italiano, que desenvolveu a mais perversa tática marxista da história, ao meu ver. Percebendo que o enfrentamento armado da revolução não era mais possível, ou melhor, viável, Gramsci propôs a tomada do poder pela revolução cultural, enquanto estava preso na Itália.

Ao invés de deflagrarem um tiro, convenceriam de uma ideia, ao invés de derrubar uma porta, entrariam por ela nas mentes das pessoas, através de suas ideologias venenosas, porém, com sabor adocicado pela ilusão das propostas.

Outra corrente foi criada e desenvolvida na Escola de Frankfurt, no começo da década de 20 do século passado. Era uma instituição composta por pensadores marxistas. Muito embora tivesse uma proposta de idoneidade institucional, a Escola frankfurtiana tinha mesmo suas pretensões ideológico/políticas. Tanto a revolução cultural de Gramsci quanto as ideias da escola de Frankfurt pretendiam o mesmo fim, a derrocada dos valores judaico-cristãos. Somente com essa prática, conseguiriam minar os valores tradicionais da sociedade e implementar as atrocidades do comunismo outra vez.

Valendo-se destes recursos, a esquerda brasileira começa, então, a dissolver lentamente seu veneno temperado com propostas de desconstrução de valores em escolas, igrejas, veículos de comunicação, na cultura e etc. Como diz o Prof. Olavo de Carvalho, o Brasil demorou e muito a perceber os efeitos sintomáticos do maléfico marxismo cultural. Tanto o é que, somente em 1993 ele lança o livro A Nova Era e a Revolução Cultural, falando sobre esse assunto.

Outra contribuição, não menos devastadora, veio de um filósofo francês chamado Jacques Derrida, este cria uma ideia denominada desconstrucionismo. Seu principal objetivo era questionar tudo, absolutamente tudo que estivesse vigente na sociedade. Isso ia desde as concepções do que era o núcleo familiar tradicional até questões menos relevantes. A ideia era desconstruir valores e propor mudanças de paradigmas, principalmente do ponto de vista comportamental e valorativo.

Todo esse emaranhado de esforços e ideologias nefastas compõem, até os dias atuais, os motores que impulsionam o multiculturalismo comunista marxista. Isso explica por que, por exemplo, nos dias atuais, percebemos coisas estarrecedoras na TV, nas escolas, nos museus, passeatas, etc. Tudo isso foi fruto de décadas de desconstrucionismo social. Tudo aquilo que alicerçava os valores tradicionais foram, lentamente, infiltrados por deturpações aviltantes e “anarquistas comportamentais”.

Só nos resta, como membros de uma coletividade sadia, esforçar-nos para disseminarmos o conhecimento de tudo isso e tentar, caso ainda seja possível, reverter esse jogo. Mas, parece-me que já estamos no segundo tempo, aos quarenta e cinco minutos, com nosso principal atacante deitado numa maca, na beira do campo.

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