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14/11/2009

Estudo aponta que cigarro reduz ação de antibiótico

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Estudo aponta que cigarro reduz ação de antibiótico
Aline Mustafa
Agência BOM DIA

Entre os inúmeros malefícios causados pelo cigarro, uma pesquisa da Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, em Campinas (SP), comprovou mais uma boa razão para nos mantermos longe desse vilão.

Segundo o estudo, o cigarro pode interferir na ação do antibiótico Metronidazol no organismo de fumantes, o que significa a alteração de sua metabolização e uma possível interferência na eficácia no tratamento. O medicamento é receitado em casos de doenças periodontais – como gengivite e periodontite – e ginecológicas – giardíase, amebíase e tricomoníase, entre outras.

“É normal uma parte do remédio ser perdida antes de utilizada. Mas o efeito do cigarro reduz ainda mais a quantidade do medicamento absorvida pela organismo, quando ministrado via oral”, explica a pesquisadora Juliana Cama Ramacciato.

Durante o estudo, feito em parceria com a Unicamp, os pesquisadores verificaram a redução na biodisponibilidade (quantidade efetiva do medicamento) do Metronidazol em fumantes.

“Este é um indício de que pode haver comprometimento da eficácia clínica do remédio”, diz um dos responsáveis pelo estudo, o professor Rogério Heládio Lopes Motta.

Para compensar a redução do efeito do medicamento no organismo, dentistas e médicos precisariam ministrar doses maiores do remédio para os pacientes fumantes, como explica o professor Rogério.

Este processo, porém, poderia também potencializar os efeitos colaterais do medicamento: dor de cabeça, náusea, xerostomia (boca seca), alteração de paladar, vômito, diarréia e pancreatite.

O pesquisador orienta aos fumantes que abandonem o cigarro ao menos pelo tempo do uso do antimicrobiano. A iniciativa, segundo ele, traria duplo benefício ao tratamento periodontal, uma vez que o cigarro é também considerado fator de risco para agravamento de problemas da gengiva.

Segundo Rogério, outros estudos clínicos devem ser realizados para confirmar se a redução afeta de maneira significativa a eficácia clínica deste antimicrobiano.

“O achado mais importante foi mostrar mais um malefício do uso do cigarro”, atesta o pesquisador.

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