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Rede Bom Dia

VERSÃO IMPRESSA QUINTA-FEIRA
24 MAIO
viva
09/01/2012 21:28

Câncer de pele vai atingir 134 mil em 2012

Segundo o Inca, deste total, 62 mil serão homens e 71 mil, mulheres. O risco da doença aumenta no verão Redação

Estimativa divulgada pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer) indica que o câncer de pele atingirá 134.170 brasileiros em 2012 – 62.680 homens e 71.490 mulheres. Isso porque a doença já é responsável por 25% do total de tumores malignos diagnosticados no país anualmente, “coroada” ainda como o tipo de câncer mais comum entre os brasileiros com mais de 40 anos de idade.

Seus tipos mais frequentes são carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma – este último, o mais raro e também o mais maligno, por ter a capacidade de se espalhar para outras partes do corpo. O melanoma pode ocorrer sobre uma pinta já existente ou surgir sobre a pele normal.
O Inca ainda alerta que a incidência da doença é maior em pessoas de pele e olhos claros que se expõem frequente e prolongadamente ao sol. Quem tem histórico do problema na família também deve ficar atento. Entretanto, qualquer pessoa que se arrisque sob os raios solares sem proteção corre o risco de contrair o câncer.

O chefe do Núcleo de Dermatologia do Inca, Dolival Lobão,  ressalta que o período do verão aumenta o risco da doença. “Como o lazer neste período está ligado ao sol, o ideal é se proteger com protetor solar”, diz o médico. “A reaplicação também deve ser feita depois do mergulho ou em caso de suor intenso”, alerta.
 
“Além do uso do protetor,  a recomendação é  evitar a exposição ao sol sobretudo em horários impróprios, entre 10h e 16h. Também é importante observar e acompanhar o aparecimento de feridas que não cicatrizam, de manchas escuras ou nódulos na pele, além de alterações em pintas, como aumento, modificação da cor, prurido ou sangramento”, recomenda Rafael Kaliks, diretor médico de Oncologia do Instituto Oncoguia.

“Se for feito um diagnóstico precoce seguido de tratamento imediato, a maioria dos cânceres de pele pode ser curada”, afirma a dermatologista Luciana Holtz, presidente do instituto. Segundo ela, é importante consultar um médico sempre que uma lesão ou uma pinta mudar de comportamento.

“O diagnóstico  pode ser feito logo no início  e o paciente deve fazer uma consulta com seu dermatologista quando notar qualquer sinal”, reforça Holtz.

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