Uma adolescente de 17 anos é acusada de ter jogado o filho recém-nascido da janela do banheiro de sua residência, no terceiro andar de um prédio localizado na Vila Curuçá, na Zona Leste de São Paulo, na madrugada de ontem. Após suposto aborto, a moça teve forte sangramento e teve que ser levada com urgência ao hospital.
De acordo com a polícia, a menor de idade entrou em trabalho de parto por volta de 0h30 de quarta-feira. A adoles cente estava em seu quarto, quando começou a sentir as contrações. Segundo a polícia, depois de algum tempo a moça grávida correu ao banheiro do apartamento onde mora.
Ali teve o filho e, segundo as investigações, teria jogado o bebê pela janela do cômodo.
A moradora do andar térreo do edifício, que fica na Rua Cotinga, 236, encontrou o bebê no chão de sua varanda. A Polícia Militar foi acionada. A adolescente começou a passar mal.
Uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionada e chegou ao edifício para providenciar o socorro.
Segundo a polícia, a adolescente sangrava muito. Os agentes de saúde iniciaram procedimentos para o estancamento do sangue, envolveram a menor de idade em uma manta térmica e a imobilizaram na maca. Depois a colocaram na ambulância e conduziram a paciente até o Hospital e Maternidade Professor Doutor Alípio Correa Netto. A jovem permaneceu internada sob cuidados médicos.
As primeiras informações colhidas foram registradas no 50 Distrito Policial (Itaim Paulista). A mãe da adolescente, uma dona de casa de 35 anos, foi ouvida pelos policiais. Ela disse que não tinha o menor conhecimento de que a filha estivesse grávida de sete meses. Ela também disse que não percebeu quando a filha entrou em trabalho de parto no apartamento, segundo a polícia.
A menor foi ouvida por policiais. Segundo a polícia, a moça teria dito que, quando o bebê nasceu, ela pensou que estivesse morto e por isso jogou a criança pela janela. A polícia quer saber se houve aborto provocado ou a moça teve a criança e jogou-a viva pela janela.
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