Com o fim dos subsídios norte-americanos sobre o etanol brasileiro, o mercado dos Estados Unidos vai se abrir para os produtores locais. Hoje, cada galão de 3,78 litros paga US$ 0,54 de impostos ao governo norte-americano, o que inviabilizava o produto brasileiro no mercado internacional com preços competitivos.
Segundo o presidente da Unica, Marcos Jank, o fim da barreira tarifária abre caminho para as diferentes matérias-primas utilizadas na produção de combustíveis eficientes. A meta é elevar as vendas do combustível para o mercado americano em dez vezes na próxima década, podendo chegar a um volume exportado de 15 bilhões de litros até 2022. Apesar do otimismo, a prioridade, segundo Jank, continua sendo o atendimento do abastecimento interno, que já sofre, mesmo no auge da safra, com o preço alto do produto nas bombas.
Segundo o presidente da Unica, o fim da tarifa vai consolidar o etanol como commodity (produtos básicos com cotação no mercado internacional), como acontece com o açúcar. Os Estados Unidos são o maior produtor mundial de etanol, que no país é produzido à base de milho, enquanto no Brasil (segundo maior produtor) o etanol é obtido da cana-de-açúcar. Os dois países respondem por mais de 80% do etanol mundial.
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