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Rede Bom Dia

VERSÃO IMPRESSA QUINTA-FEIRA
24 MAIO
dia a dia
23/12/2011 21:41

'Aprendemos como é bom fazer o bem'

Equipe da redação do BOM DIA se propõe uma boa ação de Natal e descobre que para ajudar basta vontade Maria Elena Covre
mariaelena@bomdiariopreto.com.br

A ideia surgiu em uma reunião de pauta de toda a redação. O que fazer de legal para a edição de Natal? Não faltavam opções, como mostrar  pessoas que trabalham nesse dia, o tipo de presente da “moda”, gente que não gosta da data, histórias de  benfeitores, entre tantas outras.

Veja galeria de fotos das ações

Mas... que tal inverter a pauta e virar notícia uma vez no ano? Fazer algo bom, positivo.  Algo que não demandasse necessariamente dinheiro ou  sacrifício. Ou seja, criar uma corrente do bem.  Uns compraram o desafio  de cara. Outros, por  timidez  ou  convicção  de que virar notícia não é muito papel de jornalista, resistiram um pouco, mas acabaram concordando.

Pauta fechada, foi contagiante ver como cada um, a cada dia, ia definindo  sua ação. Coisas simples, como cuidar de cachorros abandonados, como fez a Janaina. Ou fazer uma horta para uma família carente, dentro do conceito de ensinar a pescar em vez de dar o peixe, bem a cara da Nany e do Waldir.

Bruno e Sávio, gentis por natureza, sentiram vontade de dizer às pessoas o quanto o ato de gentileza pode melhorar a vida das pessoas. Feminista desde criancinha, optei por levantar a autoestima de uma das tantas batalhadoras que encaram as dificuldades da vida para criar filhos e família com dignidade. Gasino, editor-chefe, fez valer sua veia de conciliador, cujo resultado o leitor verá a seguir. Rogério bateu cabeça dias a fio, procurando algo que quisesse fazer. Às vezes, ao seu estilo divertido, até praguejou. Mas foi emocionante  ver a declaração animada dele de que tinha adorado doar uma cesta de alimentos.

Fred doou tênis, Ana Lígia “adotou” uma criança. Vinícius levou roupas ao asilo, destino também escolhido pelo estagiário Heitor. Alexandre e Fernandinho levaram alimentos e roupas a uma igreja do Eldorado. Luciano matou a vontade de uma criança de comer iogurte. Marcos doou sangue e Getúlio, alimentos.  Trabalho concluído, o resultado também se inverteu. Mais que ajudar alguém, descobrimos que fazer o bem é muito bom. Confira a seguir...

Janaina de Paula: Carinho e atenção aos cães vítimas de maus-tratos

Há exatamente um mês, perdi o Chumbinho, um cão da raça poodle de 6 anos que foi envenenado. Destino ou não, o veneno dado a ele era chumbinho. Vi o meu cãozinho lutar pela vida durante dois dias em uma clínica veterinária. Mas, infelizmente, os veterinários não conseguiram salvá-lo. Sofri desesperadamente com essa perda. E foi justamente o sofrimento que me levou a querer dedicar duas horas do meu dia aos cães do Grupo Patas. No abrigo há 300 cachorros, que foram vítimas de maus-tratos e que estão em fase de recuperação. Tentei dar o melhor de mim aos cães, mas foram eles que alegraram meu dia e minha vida. Me apaixonei pelo Catatau, um filhote de vira-lata de apenas dois meses. Ao pegá-lo no colo, senti o mesmo carinho que tinha pelo Chumbinho. Catatau retribui com lambidas. Ele parecia saber que eu estava precisando disso.

Alexandre Baidarian e Fernando Bellucci: Doar para quem precisa

Tenho uma tia que trabalha em uma igreja do Eldorado, então sempre estive ciente do trabalho social que é realizado pelas paróquias dos bairros de Rio Preto. Famílias pobres são ajudadas de diversas maneiras com doações de roupas, alimentos, e até com cursos de capacitação e atendimento psicológico. Esse belo trabalho, porém, precisa contar com a ajuda de todos nós. Por isso, indiquei ao meu colega Fernando que fosse comigo e fizéssemos doações de  objetos e roupas que não estão sendo usados. A intenção não é se livrar de coisas que você não usa. Mas aquela camiseta que você não gosta mais, aquele calçado que não te serve, pode fazer toda a diferença do mundo para alguém. Então, fizemos a doação de alimentos e roupas para uma igreja. Lembrando que existem instituições que durante todo o ano fazem esse serviço. Não importa a sua crença, o importante é o espírito de doação.

Nany Fadil e Waldir da Silva Barros: Fazer uma horta e plantar um pouco mais de vida

Convidei o Waldir para poder realizar meu desejo de Natal: fazer uma horta na casa de uma família pobre. Primeiro pedimos ao Ministro, da Chácara Santa Cruz, que nos arrumasse mudas. Alfredo, da Pastoral da Criança, nos levou até a casa de Dulcinéia e José Pereira dos Santos, 68. O casal tem quatro filhos, dois são crianças. Moram no Recanto dos 18, loteamento de chácaras, em Ipiguá. O Waldir pegou no pesado. Limpou o terreno, remexeu a terra, fez os canteiros e adubou.  “Agora você faz buracos com os dedos, planta e depois coloca um montinho de terra fofa em volta do alface”, ensinou para mim. Plantei. Depois de alface, foi a vez do almeirão, couve e cebolinha. Eu olhava aquele dois canteiros maravilhada e o Waldir, perfeccionista, sempre arrumava algo para ficar ainda mais bonitos.  Por último, em linhas que ele fez com os dedos, semeei salsinha e rúcula. Agora sei o que é afagar a terra.

Maria Elena Covre: Levantar a autoestima de uma guerreira

Márcia Regina Salvador, 28  anos, casada,  três filhos pequenos, é do tipo de mulher-guerreira que a gente vê todos os dias lutando pela sobrevivência da família. Levanta às 5h, faz marmita, coloca as três crianças na bicicleta e vai para o trabalho, uma metalúrgica onde ganha R$ 800 por mês. Antes, deixa os maiores na escola e o menor na creche. Pioneira,  ela é a primeira mulher metalúrgica da cidade. “Trabalho como homem”, orgulha-se.  Depois de 8 horas diárias de fábrica, começa a sua terceira jornada: passar e lavar roupas, fazer comida, arrumar a casa. Antes de dormir é preciso saber como anda a tarefa das crianças, como estão as notas na escola, dar atenção ao marido. Só vai para a cama perto da meia-noite. Neste ano, o décimo terceiro salário vai para a prestação do terreno que o casal comprou e algumas lembrancinhas para as crianças.  É sempre assim, casa e filhos são prioridades no orçamento. E ela? Quando se deu o último presente, como ir ao cabeleireiro ou fazer as unhas? “Nossa, nem me lembro mais”,  diz timidamente. Por isso, decidi levar Marcia ao salão das amigas Júlia, Cris, Laís e Alessandra,  onde ela teve os cabelos arrumados, foi maquiada, fez unha e depilação. Também a presenteei com um vestido e uma sandália. Por que  essa escolha? Porque até uma guerreira, como ela, tem o direito de se sentir mulher.

Rogério Castro: É vapt-vupt

Não pensei que um gesto de caridade pudesse ser tão simples e rápido. Com a ajuda de dona Eudirce, avó da minha mulher, fui a um supermercado e montei uma cesta básica.  Regiane, minha sogra, aproveitou  e pediu para que a mãe montasse outra. Ou seja, bem no espírito da campanha que o Bruno e o Sávio desencadearam (dá um conferida na parte inferior da página),  gentileza gera gentileza. Compras feitas, seguimos para o centro espírita Aeluz,  no bairro São Jorge,  onde fomos muito bem recebidos. No ato, um senhor simpático e atencioso veio nos ajudar a retirar os mantimentos do carro (é ele quem aparece comigo na foto aí em baixo. O click é da Ligianna,  minha mulher). Tudo não durou mais de duas horas. O Aeluz, além das palestras que oferece todas as segundas-feiras à noite àqueles que buscam discernimento e conforto espiritual  na doutrina kardecista, também desenvolve um trabalho social relevante. Abriga uma média de 40 a 50 velhinhos e mantém uma creche para cerca de 80 crianças. Dona Eudirce sempre ajuda e também vai às palestras, o que ultimamente faz na companhia da Ligianna. Costumeiramente elas saem de lá  melhores do que chegaram.

Bruno Gilliard e Sávio D’Agostino: Uma corrente do bem

É uma corrente do bem. Não precisa gastar nenhum centavo e nem requer muito tempo. Às vezes, um segundo basta. Gentileza gera gentileza. E os dias que antecedem o Natal, esse ato de bondade é ainda mais importante. Todos estão com pressa, o trânsito é caótico e uma atitude simples pode deixar o seu dia e o dos outros mais agradável. É fácil ser gentil. Gentileza é dar bom-dia,  é dar passagem, é oferecer uma carona, um sorriso. Pensando nisso, nós (Bruno e Sávio) convidamos um grupo de teatro, a Companhia  Varal da Varanda, dirigida por Guilherme Hernandes, para ajudar a propagar gentileza. Eles foram excepcionais.  Guilherme, com outros três atores - João Darte, Ivone Golghetto e Alceu Monteiro - montaram quatro performances de aproximadamente 30 segundos cada.  Fizemos panfletos e divulgamos durante uma semana nas redes sociais. Segunda-feira, debaixo de um sol de 33ºC, fomos, às 10h, para o semáforo em frente ao Hospital de Base. Durante uma hora e meia, enquanto os atores prendiam a atenção de motoristas e de pedestres, nós (Bruno e Sávio) segurávamos a faixa da campanha e distribuíamos panfletos. O resultado foi excelente.  A campanha conseguiu prender a atenção de quem  passava pelo local e ainda arrancamos sorrisos, aplausos e buzinaços como sinal de positivo. Ah! Claro que  algumas pessoas sequer abriram o vidro do carro para pegar o panfleto. Talvez para não deixar o ar condicionado escapar do carro ou por falta de gentileza mesmo.

Vinícius Marques: Doar o que não se usa é obrigatório

Peguei 50 peças de roupas entre algumas usadas e novas que estavam encostadas no fundo da gaveta  para levar ao asilo do distrito de Engenheiro Schmitt. Logo na entrada,  eu e o  fotógrafo Sidnei fomos recebidos pelo simpático César, que além de viver no asilo trabalha nele. O ânimo de  César mostra como as coisas complicadas podem ser simples.  E se já são  complicadas e difíceis, pioramos isso.  Eu entreguei a ele três camisas. Depois de falarmos com Luciana, fomos até uma grande sala onde havia homens e muitas senhoras com a terapeuta ocupacional Joseane. Fiquei contente com a alegria com que nos receberam.  Mas um dos idosos  estava tão entretido que eu pensava: o que ele faz? Logo mostrou: estava com jornal nas pernas e fazia palavras cruzadas do BOM DIA. Entreguei algumas roupas para seu Mauro. Ele escolheu uma camiseta estampada. Contente,  comentou  o poder da imprensa. “Pode mudar até um governo”. Pode ser. Mas  o poder de  conseguir fazê-lo sorrir é mais gratificante.

Getúlio Salvado: Ajudinha para um Natal comunitário

Membros da Paróquia São José, de Adolfo, tomaram a iniciativa de promover um almoço no dia de Natal para reunir famílias que têm dificuldades talvez maiores que as limitações financeiras. São pessoas que, se não fossem a confraternização organizada pela igreja, passariam o dia sozinhas, sem a chance de compartilhar de uma das mais importantes características do Natal, que é o espírito de união. Assim, imaginei que fazer doação de alimentos seria uma forma de contribuir com o evento e ajudar a levar às mais de 80 pessoas que vão participar do almoço um pouco da felicidade,  que é ter um Natal em comunidade. Aproveito para lembrar a todos que, embora nossas ações de caridade sejam mais incisivas nesta época do ano, todos podem estendê-las por todo o 2012,  que está prestes a começar. Gestos simples, que podem nos custar muito pouco tempo ou dinheiro, podem fazer uma grande diferença na vida de quem vier a ser beneficiar das nossas iniciativas.

Heitor Mazzoco: Os melhores contadores de histórias

Sempre fui o único neto da Dona Luzia com tempo para sentar ao seu lado e ouvir histórias de seu passado. Das  brincadeiras na escola ao medo da revolução de 1932. Mas as histórias de minha avó se calaram no inverno de 2005. Quando surgiu a ideia de realizar uma boa ação de final de ano, decidi visitar o asilo São Vicente de Paula em Rio Preto. Escolhi um dia agradável. Havia uma festa de confraternização no local. Foi então que conheci seu Luiz,  que contou sobre os primeiros prédios que ganharam  o céu de Rio Preto. Dona Irene, muito lúcida, disse ter trabalhado para judeus e árabes e  que as desavenças entre os dois povos não acontece em nosso país. O seu Aparecido, há 23 anos no abrigo, ainda com ternura e olhos brilhantes lembra da mulher morta há mais de 30 anos. Ao conversar com funcionários, eles confirmaram que o principal desejo dos abrigados é ter alguém para conversar por alguns momentos. Uma atitude muito simples que nos deixa “mais humanos” para tocar a vida.

Wilson Gasino: Dois bicudos não se beijam

Trabalhar com dois profissionais talentosos como Beck e Fred Tebar é sempre estimulante. Mas como eles vivem mergulhados num meio onde os egos são hipertrofiados, não é surpresa que acabem também desenvolvendo uma forte competitividade. Desde que surgiu a proposta de fazermos uma boa ação de Natal, veio a ideia de fazer uma reunião de integração com os dois para tentar aproximá-los, afinal, são parte de uma mesma equipe. Sempre acreditei que as possíveis divergências entre os dois se deviam mais a  intrigas e mal-entendidos do que a questões concretas, por isso, os chamei para uma conversa sem revelar o motivo. A reunião foi ótima, os dois, de forma generosa e sincera, trocaram livros de presente com dedicatórias propondo a realização de um desejo para 2012. Trocaram também cartões natalinos com uma crítica construtiva ao outro. Ocasiões como esta só provam que muitas das divergências que hoje existem entre pessoas e até países se devem, na realidade, à falta de oportunidade de uma boa conversa.

Luciano Moura: E ele pediu apenas  um iogurte...

A maioria da garotada pede para o Bom Velhinho um brinquedo. Basta uma conversa com os papais-noéis dos centros de compras para constatar tal afirmação. Quando fui pautado para fazer a reportagem “Sim, Papai Noel existe!”, reencontrei a doméstica Raquel Barbosa dos Santos, 43 anos. Já  conhecia sua história por causa de outra reportagem. Todo ano ela recebe cartinhas de crianças pobres endereçadas ao Bom Velhinho.  Quando cheguei em sua  casa,   no bairro Ouro Verde,  e vi tantas cartas espalhadas pela sala fui logo perguntando: “Nossa Mãe Noel, qual o pedido que mais chamou tua  atenção?” Ela começou a chorar e respondeu que era de Yago de Souza. Ele pedia um iogurte. Terminei a entrevista. Escrevi a reportagem e quando surgiu a ideia de fazer uma boa ação pensei  na hora naquele garoto. Montei uma cesta com iogurtes de várias cores e sabores e fui entregar. O sorriso de Yago ao ver o presente é algo que nem mesmo  como jornalista sei descrever. Acho que senti um pouquinho do que Raquel sente quando entrega os presentes às crianças.     

Ana Lígia Paschoaletti: Uma cartinha com o final feliz

Essa história começou  alguns dias antes do Natal, quando encontrei na minha caixa de correio uma cartinha para o Papai Noel, de Carlos Daniel. A criança tinha 4 anos e  eu não a conhecia. O pedido feito na carta era simples, nada de brinquedos caros. Ele queria uma roupa e, se possível, também um calçado. O endereço era em um dos bairros mais pobres de Olímpia, cidade onde moro. Como ignorar tal pedido? Foi então que resolvi incorporar o personagem natalino e deixar que os nossos destinos se cruzassem. Cheguei na casa da família e, quando a mãe da criança me olhou, parecia que já sabia o que eu representava. Ela abriu um sorriso e eu disse: "O Papai Noel  pediu para trazer uma encomenda para o Carlinhos". Os olhos do pequeno menino brilharam ao ver o  cavalinho de madeira que eu levava  e a alegria se espalhou. E mesmo sem barba branca, barriga grande ou roupa vermelha me transformei no bom velhinho neste Natal. E foi emocionante.     

Frederico Tebar: Um tênis para um atleta de superação

Quando surgiu a ideia no BOM DIA de fazer uma boa ação para reportagem especial de final de ano, lembrei do jovem Rafael Cerqueira, 23 anos, que treina no Centro Esportivo Eldorado, em Rio Preto. Ele descobriu aos 21 anos que sofre de  uma doença degenerativa, que faz com que  perca a visão gradativamente sem possibilidade de tratamento. Diante do diagnóstico, Rafael procurou Otavio de Paula Marques, coordenador do Departamento de Pessoas com Deficiência Física. Otavio pediu para Rafael  dar um volta na pista. Ele começou a correr e deu dez voltas. Ali nascia um atleta com grandes chances paraolímpicas. Diante da história de superação de Rafael, resolvi presenteá-lo com um tênis adequado para os treinos. A entrega não demorou mais que cinco minutos, mas o sorriso de gratidão de Rafael me vez entender o verdadeiro sentido do Natal. As pessoas deveriam se sensibilizar com o próximo não só nesta época, mas em todos os dias do ano. Faz bem fazer o bem para alguém.  

Marcos Lavezo: Dê o sangue para salvar uma vida

Nesta época do ano é comum ouvir as pessoas desejando para você  paz, felicidade, dinheiro e saúde, principalmente, saúde. Por isso, quando surgiu a ideia aqui no BOM DIA de fazer uma boa ação no fim de ano não pensei duas vezes. Fazer algo relacionado à saúde. Não sou formado em medicina e só de ver seriados médicos já me embrulha o estômago. Então,  o que poderia fazer? Foi aí que me veio à cabeça doar sangue, um ato que já fiz por alguns anos, mas que em 2011 estava esquecido, até pela correria do dia a dia. Desde o processo de triagem até o famoso lanche após a doação não gastei meia hora para, pelo menos, ajudar a melhorar a vida  de uma pessoa que esteja doente, ou acidentada. Em um ano em que Rio Preto ficou chocada com a morte de Luana, que morreu ao tentar doar medula óssea, achei importante passar o recado de que fazer doação, seja de sangue ou medula, não faz mal nenhum ao doador. Pelo contrário, só faz bem. Porque se você não tem tempo, ou condições financeiras, para ajudar uma instituição de caridade, pelo menos tem meia hora, a cada três meses,  pelo menos, para, literalmente, dar o sangue por uma pessoa.

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