Oitocentas gestantes que fazem acompanhamento pré-natal pelo SUS (Sistema Único de Saúde) na rede básica de Marília estão na fila de espera por um ultrassom gratuito. A demora para o agendamento dos exames já dura quase um ano e não há previsão para que o problema seja solucionado.
Grávida de seis meses, a dona de casa Michele Correia, 30 anos, reclama do descaso com as pacientes da rede. Ela aguarda há quatro meses pelo exame e, até agora, não conseguiu o agendamento.
“A gente se preocupa porque isso também diz respeito à saúde do bebê. Não é para saber o sexo da criança, é para acompanhar o desenvolvimento e saber se, de fato, está tudo bem”, diz.
A dona de casa teve a primeira solicitação do ultrassom quando completou dois meses de gestação. Um exame em clínicas particulares custa hoje entre R$ 80 e R$ 120.
Hoje, pelo município, apenas um aparelho oferece o serviço. Até novembro do ano passado, os exames eram feitos através de um convênio. Mas o contrato venceu e a licitação foi aberta, porém nenhuma empresa se interessou.
A prefeitura informou que irá lançar uma nova licitação, desta vez para contratar a empresa que oferecer o menor custo nos procedimentos.
Copyright Rede Bom Dia de Comunicações 2011. Todos os Direitos Reservados