COMENTÁRIOS FAÇA SEU COMENTÁRIO!

500 caracteres disponíveis

Todos os comentários publicados no site da Rede Bom Dia só serão publicados após avaliação da equipe web, o que pode gerar atraso na liberação de algumas mensagens.
Mensagens ofensivas, ou com palavras de baixo calão não serão publicadas.
A Rede Bom Dia não se responsabiliza legalmente pelo conteúdo dos mesmos.
Ao publicar mensagens no site da Rede Bom Dia, o internauta autoriza imediatamente a publicação do mesmo na edição impressa.
É fundamental que o nome completo e os dados de contato (e-mail) estejam corretos.
O Diário de São Paulo dá-se ao direito de não publicar mensagens suspeitas de spam, ou que contenham qualquer forma de discriminação.
Termos chulos ou ofensivos serão barrados.

codigo

aceito as cláusulas da politica de privacidade

Rede Bom Dia

VERSÃO IMPRESSA QUINTA-FEIRA
24 MAIO
viva
10/12/2011 19:32

Carvão, tijolo e vida

Fausto Bergocce desenha história de Reginópolis em novo livro, parceria com Henrique Perazzi de Aquino Thiago Roque
thiago.roque@bomdiabauru.com.br

Quando Fausto era o filho pequeno do seu Antônio Bergocce, fazia de Reginópolis, sua terra natal, sua grande tela em branco. Já pendendo para as artes, Fausto fazia do carvão, a tinta preta; dos tijolos, a cor laranja; da terra, a cor marrom; da cal, a cor branca. Nas calçadas da cidade, fez seus primeiros desenhos, muitos deles retratando a própria Reginópolis. Não parou mais.

Passou por diversos veículos de comunicação (inclusive o “Diário de S.Paulo”, integrante da Rede BOM DIA na Capital), ganhou prêmios, reconhecimento. Deixou o carvão e o tijo    lo para trás para usar aquarela, nanquim e outras técnicas.

Mas não esqueceu Reginópolis. Tanto que, na terça-feira, lança em Bauru “Reginópolis – Sua História”, livro no qual conta, com a ajuda do professor, jornalista e blogueiro bauruense Henrique Perazzi de Aquino, a história e as histórias da cidade.

Cada folhear de páginas é uma jornada de cores em aquarela, lugares, pessoas, lembranças. As placas, os cachorros, as mesas de bar, estão todos lá. Com eles, um pouco de Fausto também, menino que aprendeu a desenhar a vida ainda no chão da cidade.

Obra conta com ‘encantados’ da cidade

Houve tempo também para um final poético ao trabalho do reginopolense e do bauruense. Apropriando-se da máxima de Guimarães Rosa, que dizia que as pessoas não morriam, ficavam “encantadas”, Fausto e Henrique trouxeram diversos encantados ao livro.

“São famílias e pessoas importantes para a história de Reginópolis, mas que não tinham um capítulo para si na obra”, explica Fausto. Começamos com 30 encantados e, de repente, já tínhamos 64”, diverte-se Henrique. Entre eles, Antonio Bergocce, pai de Fausto, que viu o filho “sujar” as ruas da cidade com tijolo, carvão e arte. Deve estar, definitivamente, encantado mesmo.

Aquarelas foram ‘resgatadas’ da história oral da população

Fazer um livro sobre sua Reginópolis era o “projeto da vida”, como resume o cartunista Fausto Bergocce. Desde 2007, começou a ganhar forma, com fotos dos locais, conversas mais apuradas com moradores, os primeiros esboços na aquarela.

Em 2009, o professor, jornalista e blogueiro Henrique Perazzi de Aquino, parceiro de Fausto em outras empreitadas, foi convidado para o projeto para escrever os textos. A tabelinha dos craques estava formada. “O Henrique pesquisava, produzia os textos e, depois, eu ia para a aquarela”, diverte-se Fausto.

Como havia poucos registros oficiais, Henrique apostou na memória oral e foi ouvir as pessoas. E não se arrependeu. “Encontramos histórias deliciosas”, avisa.

Assim, a dupla eternizou, por meio da parceria texto-aquarela, a história do fundador do município, o padre Jeremias (grafia correta com J), uma luminosidade estranha nos anos 30 que trouxe até pesquisadores europeus à cidade, o pocinho e sua água com propriedades terapêuticas e até uma espécie de Canudos realizada nos limites de Reginópolis – esta reportagem não entrará em detalhes para não estragar a leitura.

Também houve espaço para o registro de personagens especiais, como o goleiro René Raduan, titular do Reginópolis Futebol Clube por 15 anos e ídolo de Fausto, os maestros e rivais Eugênio Ramos de Oliveira e Osório Teixeira Cintra, os artistas Baccan e Montanher, e Getúlio Said, voz que, há 35 anos, anuncia a Ave-Maria pontualmente às 18h, pelo sistema de som da cidade. Estão também, pelas 120 páginas da obra, as placas da cidade, os belos vitrais da igreja, prefeitos e vereadores de toda a história. “Com esse registro, esperamos inspirar outras pessoas a reunir mais e mais histórias sobre Reginópolis”, explica Henrique.

notícias relacionadas + NOTICIAS Comentários Comente Carregando...

Hospedado por M3corp Desenvolvido por Lecom S/A