04/12/2013 21:59

Rei do Futebol nega pedido de Dilma

Pelé se preserva e recusa convocação da presidente para sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2014

Nem mesmo um pedido de Dilma Rousseff fez com que Pelé mudasse de ideia. O Rei do Futebol foi convidado pela presidente para participar do sorteio dos grupos para a Copa do Mundo de 2014, mas disse não.

O ex-jogador estará amanhã na Costa do Sauípe, na Bahia, para o evento. Mas não vai tirar nenhuma bolinha.

O motivo de Pelé é até compreensível. Ele lida com uma fama de pé-frio que não sai dele por nada. Ao longo dos anos, se expôs dando palpites e apontando favoritos em Mundiais. Só deu bolas fora.

Foi pensando justamente nisso que ele decidiu não ser determinante no jogo de sorte ou azar que vai definir os adversários do Brasil na primeira fase da Copa de 2014.

Ainda mais depois que a Fifa mudou o sistema do sorteio e colocou, em um mesmo pote, uma combinação de seleções que pode fazer com que o grupo brasileiro, por exemplo, tenha até três campeões mundiais.

“A Dilma pediu, mas preferi não tirar as bolinhas. Não me sinto confortável. Vai que elas não sejam favoráveis ao Brasil...”, disse o eterno camisa 10, em evento na capital paulista.

O retrospecto de Pelé em sorteios, na verdade, nem é tão ruim assim. Em 2002, ano em que o Brasil foi campeão pela última vez, foram as mãos dele que definiram China, Costa Rica e Turquia como rivais da seleção.

Em 2006, tirou a Croácia e teve tempo para dificultar a vida dos argentinos, sorteando a Holanda como rival dos “hermanos”. Foi criticado no país vizinho por causa disso, até.

Previsões ruins/ Por outro lado, o Rei apostava na Colômbia, em 1994, na Espanha, em 1998, e em Argentina e França, em 2002. Todos foram eliminados nas primeiras fases.

“É, de fato, sou muito pé-frio. Ganhei apenas cinco Mundiais, dois com o Santos e três com a seleção. E fiz mais de mil gols”, defendeu-se o ex-jogador, aos risos e em tom de ironia.

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