04/07/2013 06:00

Moça é encontrada morta em córrego

Jovem de 25 anos saiu para trabalhar na manhã de ontem e foi encontrada minutos depois, no Beija-Flor


O corpo de Aline foi encontrado no córrego. Na parte superior, marcas de sangue / Patrícia Lacerda/Ag. Bom Dia


A Polícia Civil de Bauru tem um novo enigma a desvendar: quem matou a recuperadora de crédito Aline Cristina de Oliveira Moreira, 25 anos, e quais os motivos do crime.

Aline morava no Beija-Flor, em Bauru, era casada e tinha uma filha de 6 anos. De acordo com a família, a moça não tinha desafetos ou fazia uso de droga,  tampouco estava sendo ameaçada.

Na manhã desta quarta-feira (3), como fazia diariamente, Aline saiu de casa por volta das 6h30 e seguiu para o ponto de ônibus que fica a cerca de 3 quarteirões do local onde vive com a família. 

Cerca de uma hora depois, uma pessoa que passava pela ponte do córrego Barreirinho, na rua Professora Julieta Guedes de Mendonça, no Beija-Flor, viu nas água o corpo de Aline e chamou a Polícia Militar. 

Em poucos minutos, várias pessoas pararam pelo local, dentre elas o marido de Aline, o autônomo Luiz Henrique Moreira Filho, 28. 

"O marido dela passou por lá, viu um monte de gente parou. E era a mulher dele", conta a manicure Karina Cristina de Oliveira, 34, prima da vítima. 

O local onde o corpo foi encontrado fica embaixo de uma pequena ponte, a cerca de duas quadras do ponto onde Aline costumava esperar o ônibus,  fora do caminho que ela fazia de casa até o ponto.

“Não era o trajeto dela. Aparentemente, ela foi conduzida até aquele local”, avalia o delegado Kléber Granja, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais de Bauru). 
Este é um dos mistérios que a polícia terá que desvendar nos próximos dias: por que Aline foi levada até aquele local?  

A moça tinha um ferimento na testa, aparentemente feito com objeto pontiagudo. 
O laudo médico apontou a causa da morte como asfixia. Ou seja, ela não morreu por afogamento: quando foi jogada no córrego já estava morta. 
Havia também uma marca de pancada na nuca.

Quando o corpo foi achado, a moça estava vestida com as roupas que saiu de casa, e ainda conservava os óculos de sol presos no alto da cabeça. A bolsa dela, com todos os documentos, também estava junto do corpo. Apenas o celular de Aline, que de acordo com familiares estava com ela quando saiu de casa, não foi encontrado. 

MAIS

Estudante teria sido ameaçada por homem
Uma vizinha da família de Aline conta que há cerca de dois meses uma estudante ia para a escola, perto de onde Aline foi encontrada ontem, quando um homem segurando uma faca correu atrás dela. A jovem conseguiu fugir. A polícia vai buscar informações sobre casos de violência na região, como este, para auxiliar nas investigações.  O delegado Kléber Granja conta que qualquer caso que possa servir de apoio à polícia nas investigações deve ser relatado. 

197 
é o telefone para quem deseja fazer denúncia anônima

Qualquer caso deve ser reportado à  polícia
Quem tiver qualquer pista que possa auxiliar os policiais nas investigações pode ligar também para o 190. Tanto no 197 quanto no 190 a denúncia é anônima. O delegado lembra que mesmo casos de ameaça devem ser sempre reportados à polícia, para quem outros crimes sejam evitados.  “É uma forma de ter munição para trabalhar”, frisa o delegado. 

20 
homicídios foram registrados em Bauru em 2013

Polícia Civil não descarta possibilidade de estupro
A principal linha de investigação é o homicídio. No entanto, as hipóteses de latrocínio (roubo seguido de assassinato) e estupro não foram descartadas. 

O delegado esclarece que à princípio não havia indícios de abuso sexual. A moça não tinha marcas de tentativa de defesa e estava com roupas. O laudo que indica se houve estupro deve sair em dez dias. 

“Não há nenhuma característica física de estupro, à princípio”, diz Kléber. 

Próximo ao local do crime, havia marcas de sangue.  “É um crime muito bárbaro pelas circustâncias: uma pessoas saindo para trabalhar, com uma vida pacata. Nós queremos solucionar o quanto antes”, diz o delegado.

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