10/05/2013 11:06

Iamspe: Servidor não consegue marcar consulta

Escrivão de polícia tenta, há 2 meses, agendar atendimento para a mãe, de 74 anos, sem sucesso

Por: Filipe Sansone
filipe.sansone@diariosp.com.br

Há dois meses o escrivão de polícia Ricardo Dias dos Reis, de 47 anos, tenta sem sucesso marcar uma consulta para a mãe, a aposentada Maria Aparecida Mendes, 74, com o reumatologista e o endocrinologista no Iamspe (hospital do servidor público estadual).

Quando Maria Aparecida começou a passar mal, na segunda-feira, o escrivão levou a mãe a uma UBS (Unidade Básica de Saúde) e foi constatado que ela tinha asma e um princípio de tuberculose. Agora, a falta de possibilidade de agendar atendimento com especialista para a paciente deixa Ricardo cada vez mais preocupado.

“Todo mês há o desconto compulsório no meu holerite de uma quantia que vai para o Iamspe. Eu e meus dependentes temos o direito de sermos atendidos lá, mas está difícil”, diz o escrivão. “Só é possível marcar consultas pela internet, mas entro todo dia na página do Iamspe e na hora de agendar a data  aparece uma mensagem dizendo que não há vagas.”

Na segunda-feira, Ricardo saiu de casa, em São Miguel Paulista, extremo Leste da capital, e levou Maria Aparecida ao Iamspe, à Vila Mariana, Zona Sul, para um atendimento de emergência. “Foram duas horas para ela ser atendida, mesmo sendo prioridade. E ficamos das 15h às 17h lá. É tempo demais”, reclama ele.

Instituto diz ter mais de 20 clínicas credenciadas em SP

Em nota, o Iamspe disse que “não há falta de vagas no atendimento das especialidades de endocrinologia e reumatologia”.  O instituto afirmou, em nota, que a rede credenciada do Iamspe conta com 20 clínicas e consultórios de endocrinologia e nove de reumatologia, apenas na capital. O órgão também afirmou que sua ouvidoria “já entrou em contato com o filho da paciente para orientá-lo sobre a melhor forma de marcação da consulta”.

O hospital desmentiu Ricardo Dias ao dizer  que “diferentemente do relatado, ninguém espera seis horas para ser atendido”. “O tempo de espera é variável, conforme a gravidade do caso, uma vez que o PS prioriza o atendimento dos quadros mais graves e urgentes, seguindo protocolo de classificação de risco comum a qualquer hospital.”


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