COMENTÁRIOS FAÇA SEU COMENTÁRIO!

500 caracteres disponíveis

Todos os comentários publicados no site da Rede Bom Dia só serão publicados após avaliação da equipe web, o que pode gerar atraso na liberação de algumas mensagens.
Mensagens ofensivas, ou com palavras de baixo calão não serão publicadas.
A Rede Bom Dia não se responsabiliza legalmente pelo conteúdo dos mesmos.
Ao publicar mensagens no site da Rede Bom Dia, o internauta autoriza imediatamente a publicação do mesmo na edição impressa.
É fundamental que o nome completo e os dados de contato (e-mail) estejam corretos.
O Diário de São Paulo dá-se ao direito de não publicar mensagens suspeitas de spam, ou que contenham qualquer forma de discriminação.
Termos chulos ou ofensivos serão barrados.

codigo

aceito as cláusulas da politica de privacidade

Rede Bom Dia

VERSÃO IMPRESSA VERSÃO
IPAD
QUI
23 MAIO
dia a dia
14/01/2013 09:30

Vale quer combater tráfico para baixar mortes

Polícia aponta maioria dos crimes ligada à droga; meta é ampliar escutas telefônicas em investigação agência o vale / Wilson Silvaston
No último dia 16 de dezembro, um homem de 37 anos foi morto a tiros em frente à sua casa, no Jardim das Indústrias, em Jacareí. Algumas semanas antes, seu irmão, de 30 anos, foi assassinado com 20 tiros, no dia 8 de novembro, no bairro Cecap, também em Jacareí.

Segundo a polícia, as duas mortes podem ainda ter relação com pelo menos outros três homicídios ocorridos nos últimos dois meses, todos envolvendo um possível conflito entre quadrilhas de traficantes rivais.

A estimativa da Polícia Civil é que três em cada 10 assassinatos registrados no Vale do Paraíba tenham alguma relação com o tráfico de drogas. E é por isso que a Polícia Civil vai declarar guerra ao tráfico de drogas em 2013, para tentar reduzir os índices de mortes do Vale.

Além de ações pesadas contra os pontos de venda, a polícia planeja também intensificar o uso das escutas telefônicas, para tentar identificar quem são os fornecedores de drogas para região.

De janeiro a outubro de 2012, 409 interceptações do tipo foram autorizadas pela Justiça no Vale. Dessas 354, ou 86,5% resultaram em ações positivas de prisões e apreensões. “Estamos reforçando nosso setor de inteligência e vamos buscar o apoio do Judiciário para uma ação conjunta de combate a crime organizado”, disse o delegado João Barbosa Filho, diretor do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior).

Dados preliminares indicam que a região teve mais de 50 pessoas assassinadas em dezembro. Se confirmado, o dado coloca 2012 como o ano mais violento desde 2005, quando número de vítimas de homicídios e latrocínios começou a ser detalhado. 

“O tráfico acaba gerando uma série de situações que levam ao confronto, seja pelo traficante que quer expandir o território e passa a eliminar os concorrentes, o outro que sai da cadeia e quer retomar o ponto de venda e ainda o usuário que não paga a dívida e é morto”, disse.

Outra estratégia para enfrentar o problema será nas ruas direto no fornecimento aos usuários. As equipes especializadas da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) farão operações semanais nos locais identificados como pontos de venda de drogas, as conhecidas biqueiras.

“A ideia é fazer o estrangulamento financeiro do tráfico e tornar o negócio inviável”, disse Barbosa.

Os agentes terão que elaborar relatórios mensais das ações, indicando os locais abordados, quantidade de drogas e pessoas presas. “Sabemos que hoje não existe mais o grande traficante, pois os criminosos descobriram que é mais seguro pulverizar o negócio e espalhar a venda em vários pontos. O que queremos é mapear esse novo tipo de esquema.” 

SAIBA MAIS
Escutas telefônicas
Entre janeiro e outubro de 2012 a Polícia Civil realizou 409 escutas telefônicas autorizadas pela Justiça

Resultados
Do total, 354, ou o equivalente a 86,5% tiveram resultado positivo levando a apreensão de drogas e prisão de criminosos

Seccionais
As delegacias seccionais que mais realizaram escutas foram as São José dos Campos, com 199 grampos, seguida de Guaratinguetá com 111

Estratégia
Para intensificar o uso desse recurso, a Polícia Civil espera buscar o apoio do Judiciário para um trabalho em conjunto contra o crime organizado

Escutas exigem cautela, alerta especialista

Para conseguir fechar o cerco contra o tráfico, a Polícia Civil esperar contar com o apoio do Judiciário na liberação das escutas telefônicas. 

“Alguns juízes mostram resistência em liberar as escutas, mas vamos buscar um entendimento pois o recurso é necessário”, disse João Barbosa Filho, diretor do Deinter 1.

Consideradas uma importante ferramenta de combate ao crime organizado, o uso das escutas exige cautela. A opinião é de especialistas.

“Se foi um medida autorizada pelo Judiciário sob a responsabilidade de uma autoridade policial, não vejo problema, agora se a escuta for feita de forma ilícita, é um risco à sociedade”, disse o professor de direito criminal da Universidade de Taubaté Avelino Barbosa.

O especialista em segurança pública Guaracy Mingard também alerta para os limites de recurso. “Os líderes das grandes quadrilhas já sabem que a polícia monitora as ligações telefônicas e por isso deixaram de fazer transações ilegais pelo aparelho”, disse.

Mingard cobra que as policiais busquem novos meios de investigações, para não ficarem reféns das escutas.
notícias relacionadas + NOTICIAS Comentários Comente Carregando...

Desenvolvido por Lecom S/A