Os trabalhadores do setor químico do estado de São Paulo terão 10,11% de reajuste salarial no piso, que passou para R$ 980. Este índice significa 3,07% de aumento real no salário, o que é uma conquista para a categoria, de acordo com o Sindicato dos Químicos de Bauru e região. A Participação nos Lucros e Resultados (PLR), reajustada em 10,60%, agora vai para R$ 730.
O acordo salarial foi assinado nesta quarta-feira (9) por representantes de 33 sindicatos que representam os trabalhadores do setor químico no estado e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), em reunião ocorrida na sede da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas (Fequimfar), em São Paulo. “Como a inflação é de 6,82%, tivemos aumento real”, ressalta Edson Dias Bicalho, presidente do Sindicato dos Químicos de Bauru e região e secretário geral da Fequimfar.
Nas assembleias, realizadas em todo estado, os trabalhadores aprovaram a proposta salarial apresentada pelos patrões aos sindicatos no último dia 31 de outubro, após intensa negociação. Para os salários acima do piso e até R$ 6.841,61, o reajuste é 9%. E para salários acima de R$ 6.841,61, o reajuste é fixo em R$ 615,75. “Conquistamos um bom índice de reajuste graças à mobilização da categoria”, comenta Bicalho.
O setor químico emprega mais de 115 mil pessoas no estado de São Paulo, dos quais cerca de 5 mil na região de Bauru. Com um faturamento total de US$ 130,2 bilhões, a indústria química brasileira cresceu 29% em 2010, em relação a 2009. Todos os segmentos do setor apresentaram crescimento do faturamento em 2010. Neste ano, destacou-se o segmento de tintas, esmaltes e vernizes com crescimento de 30%.
Sobre o Sindicato dos Químicos de Bauru e região
O Sindicato dos Químicos de Bauru e região, como é conhecido, foi fundado em 1989. Sua base territorial é compreendida pelos municípios de Agudos, Arealva, Avaí, Balbinos, Bariri, Bauru, Boa Esperança do Sul, Bocaina, Boracéia, Borebi , Guarantã, Iacanga, Itaju, Itapuí, Jaú, Lençóis Paulista, Pederneiras, Pirajuí, Piratininga, Pongaí, Presidente Alves e Reginópolis, que concentram mais de 5 mil trabalhadores do setor.
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