13/10/2012 14:00

Anderson Silva luta para salvar noite do UFC

Brasileiro vai subir no octógono da HSBC Arena, depois das lesões de Quinton Rampage Jasckson e José Aldo


Anderson Silva e Stephan Bonnar lutam no Rio de Janeiro na madrugada de domingo / Divulgação


Anderson Silva vai subir no octógono na madrugada deste sábado, na HSBC Arena, no Rio de Janeiro, sem muitas pretensões. O brasileiro encara o americano Stephan Bonnar, por volta de 0h30 (a Globo vai passar ao vivo, a partir desse horário), sem objetivos muito concretos. O principal “ganho” que poderia ter ao aceitar o desafio, na verdade, ele já teve. E não precisou suar para isso.

O Aranha aceitou encarar o rival para salvar a pele do patrão, Dana White, o presidente do UFC. O mandachuva se viu sem chão quando, no mesmo dia, soube que havia perdido as duas lutas principais da 153 edição. Quinton Rampage Jasckson e José Aldo se machucaram e abandonaram o barco. Sem saber o que fazer, ligou para Anderson. O brasileiro topou encarar um rival a ser aprovado por ele e salvou a lavoura.

Quando o martelo foi batido e os detalhes, acertados, o campeão dos médios (até 84 kg) começou a colocar na balança em que tipo de situação havia se metido. E chegou a algumas conclusões. Para o bem e para o mal, evidentemente.

Anderson, principalmente, saiu muito fortalecido com White. Ganhou pontos importantes com o patrão, por mais que já gozasse de prestígio diferenciado. Ouviu do dirigente, em entrevistas, que a postura exibida fora exemplar. Que era isso o esperado de um grande campeão. E, ainda, que o Aranha se tratava do maior lutador que já vira competir, além de uma pessoa exemplar.

O brasileiro, ao que consta, pôde, também, negociar uma bolsa gorda para o evento. Não estava mais nos planos dele lutar este ano. Por isso, sites internacionais dizem que deverá receber, só para subir ao octógono, US$ 500 mil (cerca de R$ 1,02 milhão). O valor pode aumentar em caso de premiações (como, por exemplo, se vencer e for escolhido o nocaute ou a finalização da noite) e venda de pay-per-view.

Mas Anderson sabe que existe o outro lado da moeda. Uma derrota, por mais que seja inesperada, pode atrapalhar planos futuros. E, se não corre o risco de perder o cinturão dos médios — porque lutará entre os meio-pesados (até 93 kg) —, um revés, evidentemente, vai abalar a imagem que o Aranha tem construído de ser imbatível, o melhor peso por peso da história. Após esta madrugada, ele verá se o risco valeu a pena.


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