O rompimento do cabo de aço de sustentação de uma tirolesa provocou a morte da funcionária do Ministério Público Maíza Aparecida Rodrigues Tavares, de 54 anos. O acidente aconteceu por volta das 17h de segunda-feira, no sítio Monte Alegre, em Águas de Lindoia (a 178 quilômetros da capital), onde a família passava o feriado. O brinquedo era licenciado para operar e havia passado por manutenção há um mês.
Mãe de dois adolescentes de 15 e 17 anos, Maíza era casada com o advogado Antônio Marcos Tavares e morava no bairro do Tatuapé, na Zona Leste. A família já havia passado feriados em Águas de Lindoia, porém era a primeira vez que ela ia ao sítio praticar atividades de lazer. O local pertence ao vereador da cidade Joel Raimundo de Souza.
“Eu e meu irmãos tínhamos ficado no hotel e meus pais foram ao sítio com as outras pessoas que estavam hospedadas lá”, conta o filho mais velho de Maíza, Vitor Tavares, inconformado.
Segundo o adolescente, tudo aconteceu muito rápido e, provavelmente, sua mãe nem teve tempo de sentir a queda de 15 metros de altura. Uma equipe do Resgate do Corpo de Bombeiros tentou reanimá-la, mas Maíza já chegou morta ao hospital. O corpo foi liberado do IML de Bragança Paulista no final da tarde e será velado na igreja do Cemitério da Penha, na Zona Leste. O enterro acontece nesta quarta-feira, às 8h.
O caso foi registrado na delegacia de Águas de Lindoia como morte suspeita e, a partir de hoje, a polícia deverá começar a ouvir o depoimento de testemunhas. Peritos do Instituto de Criminalística recolheram amostras do cabo de aço que se rompeu para apurar os motivos do acidente.
O sítio Monte Alegre tem autorização da prefeitura de Águas de Lindoia para realizar turismo rural. O local não recebe hóspedes, mas reúne diversas opções de lazer como trilhas, cavalos e brinquedos. Em geral, é frequentado por turistas que se hospedam em hotéis da cidade e municípios vizinhos.
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