Em seu velório, dezenas de fãs compareceram, levando, claro, calcinhas
Apesar do estado grave, Wando vinha apresentando melhoras. No domingo, o cantor enviou um bilhete para os fãs por meio de parentes que o visitaram. “Eu estou na oficina de Deus arrumando a turbina. Me aguardem!”, escreveu o artista. Mas o coração, tema principal de suas músicas, não resistiu. O velório do cantor começou às 17h20 de ontem no cemitério Bosque da Esperança, no bairro Jaqueline, em Belo Horizonte (MG). Os familiares liberaram a entrada de fãs.
Mais improvável símbolo sexual da música popular brasileira, Wando costumava admitir: “Na verdade, me acho até feio, mas é inegável que tenho um jeitinho todo especial com elas”. Ou então: “Sou um cara feio, mas toco violão e falo de amor. Isso ajuda muito”. Ajudou-o, sim, a vender milhões de discos e a tornar-se referência da música romântica brasileira. O artista virou febre na segunda metade dos anos 80, a partir do sucesso da música “Fogo e Paixão”. Wando bateu recordes de bilheteria no Rio e em São Paulo com o show do disco “Obsceno” (1988), que teve mais de um milhão de cópias vendidas.
Calcinhas/ No espetáculo do disco, “Tenda dos Prazeres” (1990), Wando inaugurou um costume que se tornaria sua marca. “Resolvi colocar uma calcinha na capa do disco porque, se virasse ao contrário, ela parecia uma tenda. Comecei a distribuir algumas peças nos shows e passei a receber outras. Hoje, tenho 17 mil calcinhas”, recordou-se recentemente. Wando pretendia usar sua coleção para montar o cenário do show de seu próximo álbum, que seria o primeiro material inédito lançado por ele em três anos. O cantor afirmou que já tinha composições prontas. Em seu velório, dezenas de fãs compareceram, levando, claro, calcinhas. O enterro acontece nessa quinta (09), às 11 horas.
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