A confiança no bom momento que vive o Paulista é um reflexo do trabalho do goleiro Vágner, hoje o titular absoluto da posição (foi muito questionado no passado) e provável capitão da equipe nesta quinta-feira, contra o São Caetano, às 17h, no Jayme Cintra.
“O trabalho está sendo reconhecido porque nós temos merecimento”, afirma o goleiro de 22 anos, formado nas categorias de base do Galo. Vágner desconversa sobre a braçadeira, mas Wellington, capitão titular da equipe do Galo e que foi expulso no último jogo contra a Catanduvense, aponta o jovem jogador como um líder natural. “Comigo fora, acho que o Vágnão é o cara para isso. Ele lê bem o jogo, conversa bastante com a equipe”, avalia.
Diante da confiança do volante, que deve ser substituído por Bruno Octávio, o goleiro se anima. “Sem ele cada um precisa ter uma faixa nem que seja imaginária e encarar essa responsabilidade”.
Antes contestado pela torcida, Vágner é uma das referências do Galo, tomou apenas três gols em cinco jogos, e leva a cobrança de parte da torcida como ponto positivo. “Se tem elogio demais, o tombo é maior”, diz o jogador.
Treino falado /Embaixo de um sol de 32º, o treino de apronto na manhã desta quarta-feira foi na base de muito papo. Baresi posicionou o time e treinou as jogadas com muito diálogo.
Vágner explica que esse método do técnico é para poupar os titulares. “Aí a gente fica inteiro e pode ir com tudo. A maratona de jogos está pesando”. Em um intervalo de 14 dias, o Paulista jogou cinco vezes (quatro vitórias e um empate).
Mudanças por atacado/ Esse desgaste motivou Baresi a mexer bastante na equipe e promover uma espécie de “rodízio”. O time titular deve entrar com quatro mudanças: Bruno Octávio na vaga de Wellington, suspenso; Bruno Formigoni no lugar do volante Madson, pendurado com dois amarelos; Barboza no lugar de Dener, no departamento médico; e Richely no lugar do Ricardinho, também fora da partida por contusão.
A explicação para trocar a dupla de volantes está no entrosamento dos Brunos nos jogos-treinos. Já o garoto Dener está sentindo várias dores musculares e dá chance para Barboza. “Ele está com um problema de alimentação. Não come muito, perde peso demais e por isso sente bastante. Já estamos trabalhando com suplementação alimentar, mas precisamos poupá -lo”, diz o treinador.
O meia Barboza comemora a chance depois de também lutar contra a balança. Ao contrário de Dener, ele estava acima do peso. “Fiquei dois meses parado e precisei perder quatro quilos. Agora é só aproveitar a chance”, explica.