A Secretaria Municipal de Saúde informou nesta quarta-feira (8), a confirmação de mais dois casos de leishmaniose visceral americana em Bauru, referentes a 2011, o que totaliza 36 casos da doença, com três óbitos.
Um menino de 8 anos, morador do Parque São João, foi um dos infectados. Tratado no Hospital Estadual de Bauru, ele passa bem. A segunda pessoa que contraiu a doença foi um homem de 35 anos, morador do Nova Esperança, que foi tratado no Hospital Manoel de Abreu e também está bem.
Neste ano, até o momento, não há casos registrados em Bauru.
A leishmaniose é transmitida por vetores da espécie Lutzomia longipalpis; mosquitos de tamanho diminuto e de cor clara, conhecidos comumente como mosquitos “palha”, que vivem em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico (ex.: galinheiros).
Pessoas e outros animais infectados são considerados reservatórios da doença, uma vez que o mosquito, ao sugar o sangue destes, pode transmití-lo a outros indivíduos ao picá-los. Em região rural e de mata, os roedores e raposas são os principais; no ambiente urbano, os cães fazem esse papel.
Os animais infectados pelo mosquito palha apresentam como principais sintomas, o emagrecimento, crescimento das unhas e queda dos pelos.
Febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento e palidez são alguns dos sintomas apresentados pelos humanos, quando infectados. O período de incubação é muito variável: entre dez dias e dois anos.
Assim, a manutenção da limpeza nos quintais, o acondicionamento correto do lixo orgânico (restos de comida, cascas de frutas, verduras e outros) são medidas preventivas contra a doença que devem ser tomadas pelos responsáveis pelos imóveis com edificações ou não no município.
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