Amigos e familiares foram ao Cemitério Jardim da Colina dar adeus a Júlia
A pequena Júlia Morais era inteligente, falante, alegre, gostava de posar para fotos sempre sorridente e de brincar com suas bonecas. Estava muito feliz à espera da festa de aniversário de 4 anos, no próximo dia 19, quando ganharia a sua primeira bicicleta de presente da avó paterna. Com o desabamento de segunda-feira no Edifício Senador, no Centro de São Bernardo do Campo, o sorriso da menina se apagou para sempre e o dos pais deve demorar para voltar a se abrir.
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Júlia era a única filha do biomédico José Fabrício Morais, 37 anos, e da professora Kelly Vieira de Oliveira, 31, casal cearense que mora no Parque Veneza, em São Bernardo do Campo. Agarrada aos pais, a menina foi com eles na noite de segunda a uma consulta de rotina da mãe no médico cardiovascular, no 6 andar do Senador. Na hora do desabamento, ela estava com o pai no sofá da sala de espera, que foi abaixo. A mãe havia acabado de entrar no consultório, que ficou intacto.
Foto: Reprodução
Júlia havia viajado com os
pais em dezembro para
Várzea Alegre (CE)
Segundo o enfermeiro Roberto Leal, 32 anos, primo do pai de Júlia, Fabrício contou que tentou segurar a menina, mas a laje caiu sobre ele, que desmaiou. O homem sofreu um corte na cabeça e hematomas pelo corpo e está internado no Hospital São Bernardo, sem risco de morte. Ele recebeu a notícia pela manhã. “Ficou arrasado e até se sentia culpado, mas foi uma fatalidade”, diz Roberto. O pai não foi liberado pelos médicos para o enterro. O corpo de Júlia foi velado na Igreja Batista que frequentava e sepultado no Cemitério Jardim da Colina, às 16h. O choro desesperado da mãe emocionava ainda mais os parentes e amigos, que foram abraçar Kelly e se despedir da menina. A cerimônia terminou com uma salva de palmas.
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