O diretor-geral do Saae, Geraldo Caiuby, mostra uma das estações de tratamento
Sorocaba agora é destaque mundial na preservação do meio ambiente, graças a um prêmio recebido nesta terça-feira (7) do programa Pacto das Águas, organizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente.
O desempenho da cidade garantiu o primeiro lugar na categoria que reuniu mais 93 cidades acima de 20 mil habitantes, analisando critérios de saneamento e preservação do verde, e também no índice geral, que reúne 229 municípios. “Nós recebemos a maior nota e como prêmio ganhamos a participação no Fórum Mundial das Águas, que acontece em Marselha, França”, conta a secretaria de Meio Ambiente, Jussara de Lima Carvalho.
Outro destaque foi para o Comitê de Bacias Hidrográficas do Rio Sorocaba e Médio Tietê (CBH-SMT), do qual o prefeito Vitor Lippi é presidente. O órgão ficou em 2º lugar na categoria Mobilização Regional.
Este resultado garante Sorocaba como a primeira cidade brasileira a integrar o Conselho Mundial da Água. Segundo a secretária, esta posição é importante pelo desafio de traduzir as metas globais de proteção às águas em ações locais.
Na prática, a premiação significa o reconhecimento dos resultados obtidos pelas ações ambientais do município e que fazem parte do cotidiano do sorocabano. Um exemplo é o investimento em arborização que, além de contemplar a área urbana, também tem como meta a cobertura na zona rural, beneficiando aí a recuperação de mata ciliar e de nascentes.
Com a meta de plantar 500 mil mudas de árvores até o fim do ano, a cidade se destaca pelos mutirões de plantio, que ganham a adesão da população. O próximo megaplantio de cem mil mudas de árvores, por exemplo, será na avenida Itavuvu, em 25 de março.
Sorocaba somou 44 pontos na avaliação estadual. Na região, outras cidades que aderiram ao Pacto das Águas também foram avaliadas: Itu, por exemplo, somou 26 pontos e Salto de Pirapora, 17.
No ranking das cidades acima de 20 mil habitantes, Sorocaba é seguida por Tupã, Paulínia, Itapira e Batatais.
Saneamento/A qualidade do saneamento no município é reconhecida por instituições como o Trata Brasil, que tem como base o SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento). No ranking mais recente, divulgado no ano passado com informações do Ministério das Cidades, Sorocaba mantinha a oitava colocação entre as 81 cidades de grande porte do país.
Um dos critérios que diferencia o resultado sorocabano está no tratamento de esgoto, que chega a 96%, graças à inauguração da estação S2, no bairro Vitória Régia, responsável por 22% do tratamento. Ela é uma das seis que já estão em operação na cidade. Os almejados 100% serão completados com a inauguração da Estação de Tratamento de Aparecidinha, prevista para março.
O tratamento de esgoto é o pilar do Plano de Despoluição do Rio Sorocaba que já dá mostras de recuperação sobretudo pela presença de peixes e animais.
Nascentes em vista
É chamada de nascente o afloramento da água subterrânea que forma um curso d’água, como os rios, córregos e reservatórios. Diversos fatores podem ameaçá-las, mas todos eles têm a interferência humana. O solo contaminado por materiais químicos, por exemplo, é uma situação de risco para a água. A malha hídrica sorocabana já contabiliza 2.815 nascentes, conforme mostra levantamento preliminar da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A maior concentração está na zona leste, principalmente em regiões como Mato Dentro, Caputera e pontos de menor ocupação populacional.
Em andamento
O mapeamento das nascentes começou em julho de 2009 e o trabalho ainda deve ser longo: até agora o volume identificado representa cerca de 10% do total. Sem a localização destes filetes de água que brotam da terra, uma nascente pode ser facilmente aterrada e perder-se para sempre.
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