Los Pampa’s: grave esse nome
Los Pampa’s: grave esse nome. Nome que cinco amigos de infância escolheu para batizar um grupo que reúne jovens de diferentes profissões, mas praticamente da mesma idade, que de tanto chamar a atenção nas baladas pelas coreografias inusitadas e sincronizadas, resolveu profissionalizar os passos.
Confira vídeo:
Dançando às pampas
A história começou assim... Bruno Nepomuceno, o Bruninho, 22 anos, vendedor, amigo de Rodrigo (Max) Matos Ferreira, 20, auxiliar de cozinha, irmão de Renan (Menor) Matos Ferreira, 14, estudante, e também de Rafael, o Rafa, 22, eletricista, que não participou da matéria porque estava na fisioterapia com um problema no fêmur... Mas voltando ao quarteto de amigos, sempre brincaram juntos, moram na mesma rua na Vila Industrial, sempre iam para as baladas juntos e se acabavam de dançar no mesmo passo. Ideia do Rafa, coreógrafo da turma que se conhece desde pequeno.
A fama dos meninos cresceu no bairro e os convites para fazer uma dança numa festa também. Foi aí que decidiram há um ano montar um grupo e conseguiram até convencer o amigo Bruno (Bui) Henrique Francisco, 19, que era peão de rodeio a deixar a montaria, trocar a bota pelos tênis e cair na dança com os amigos.
“Era a maior zuação porque eu não saía, só ouvia sertanejo, e agora danço até funk”, diverte-se e espera que o Los Pampa’s faça sucesso.
Quem tomou à frente e se tornou empresário do grupo é Bruninho, que faz os contatos para as apresentações. Os rapazes são vistos com frequência no Rastro do Cowboy e já abriram alguns shows na casa com suas performances. Também fizeram coreografias na plateia do Exaltasamba.
Mas o que eles querem mesmo é mostrar o suinge, o axé, o funk e o street dance para grandes públicos. “Seria bem bacana estar na programação do aniversário de Bauru e até mesmo na Parada da Diversidade para que o maior número de pessoas conheça nosso trabalho, que é bem eclético”, diz Bruninho.
Há um ano na estrada, o grupo já se apresentou em algumas cidades da região como Lins e Duartina, já abriu o show dos Havaianos e do Bonde do Tigrão, dançou em eventos de escolas em Bauru e neste sábado tem agenda em Avaí.
A rotina de ensaios é diária e os dançarinos já contam com apoio de empresários e donos de casas noturnas para seguir seus passos. A academia Impacto, na Vila Falcão cedeu uma sala para o grupo dançar. “Antes a gente dançava no fundo do quintal, no barro mesmo”, conta Max.
Eles gostam tanto do que fazem que muitas vezes as namoradas são trocadas por uma nova coreografia.
Uniformizados, quando passam pela vizinhança já ouvem falar “lá vem o arrastão dos pampas”.
O nome do grupo não veio da planície gaúcha, nem da expressão às pampas que quer dizer muito, mas sim da gíria: “como você está pampa”, que significa bonito.
“Era uma palavra que sempre vinha quando a gente saía para a balada elogiando a beca (roupa) do outro, daí para não ficar os pampas e lembrar do Sul, nos tornamos Los Pampa’s.”
E seja em que ritmo for, Bruninho, Rafa, Max, Menor e Bui querem mais é dançar às pampas, e quem sabe fazer sucesso além dos Pampas.
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