A Jerusalém da Record foi construída em três mil metros quadrados
Na noite de terça-feira, Davi venceu Golias. E não foi apenas na minissérie da Record. Mais uma vez, a série bíblica bateu a Globo na audiência, marcando 15 pontos ante 14 da emissora carioca no horário. Tão difícil quanto liderar o Ibope é reviver uma outra época na TV. Quando este período data de 1.035 mil anos antes de Cristo, a missão se torna ainda mais difícil. Este foi o trabalho da equipe de cenografia da minissérie “Rei Davi”, da Record. Com a ajuda de historiadores, eles recriaram as cidades históricas de Giloh, Gibea, Jerusalém, Ziclague e Belém, além de remontarem os aposentos de figuras bíblicas como Davi (Leonardo Brício) e Saul (Gracindo Junior).
“Tivemos de trabalhar com referências puramente históricas, que não existem mais. A Jerusalém que sobrou daquela época é de apenas ruínas”, lembra o diretor de cenografia Daniel Clabunde.
Perdidos na trama / A Jerusalém da Record foi construída em três mil metros quadrados em Vargem Grande. Mas os cenários e locações estão espalhos. “Acabamos recorrendo ao Canadá. Utilizamos o mesmo lugar que os filmes americanos usam para filmar o Iraque, por exemplo” conta Daniel, que completa: “Por sorte, vasculhando próximo a Diamantina (MG), encontramos uma locação parecida onde conseguimos gravar passagens incríveis como as do Rio Jordão”.
Além das viagens mais longas, os atores se revezaram entre Seropédica e Vargem Grande, no Rio. “Em alguns dias de gravação, nem sei se estou no Rio ou em Diamantina. Mesmo olhando pela janela do hotel fica difícil me localizar. Mas vendo o produto final na TV, dá muito orgulho de fazer parte dessa produção”, elogia João Vitti, o Joabe da trama.
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