Milena começou a trabalhar como modelo aos 13 anos
Loira, olhos verdes, 1,70m e 52 quilos. Parece muito, mas, acredite, nada disso se compara à determinação de Milena Toscano. Nascida em Santo André (grande São Paulo), a moça começou a trabalhar como modelo quando tinha 13 anos. Por causa da profissão, viajou para França, Japão, Espanha... E depois de estudar muito –ela fez curso de formação de atores no Rio e em São Paulo –, resolveu ser atriz. “Não tenho nenhum pudor em dizer que fui modelo. Acho que toda atriz é modelo. Faz capas de revista, editorial de moda...”, diz Milena, que se sente privilegiada por já ter posado para a lente de fotógrafos do mundo da moda. “Isso me facilita. Entendo a linguagem, sei o melhor ângulo, é bem mais fácil.”
Mas nem por isso pense você que a moça está atrás só de facilidades. Antes de fazer Vanessa, em “Fina Estampa”, Milena teve seu primeiro papel principal na Globo, dando vida à Manuela, de “Araguaia”. Hoje, seu papel é menor, porém, não menos importante para a sua carreira. “A vida não é feita de protagonistas. A dedicação, o estudo, o envolvimento são os mesmos.
A diferença é a quantidade de trabalho, de cenas gravadas. Não existe papel pequeno, existe ator pequeno”, diz a atriz, que ainda não sabe o que vai fazer depois da novela. “Em fevereiro eu começo a pensar nisso. Adoro trabalhar! Tenho 28 anos e tenho que trabalhar mesmo. E para mim não é um esforço. Eu me divirto, aprendo e converso com pessoas que admiro”, justifica a atriz, que já trabalhou ao lado de nomes como Laura Cardoso e Lima Duarte. “O elenco todo (de “Fina Estampa”) é muito bom. É gostoso ter essa parceria. Ninguém faz um bom trabalho sozinha.”
Como uma típica capricorniana, Milena gosta de tudo bem feito e garante que sempre dá o melhor de si em tudo o que faz. “Até pode não ser o melhor para a pessoa, mas sempre dou o meu máximo no que eu me proponho a fazer”, diz a loira, que participou do quadro “Dança dos Famosos”, do “Domingão do Faustão”.
“Foi uma experiência maravilhosa. Ganhei consciência corporal, músculos... E fiquei impressionada comigo, porque tinha certeza de que iria cair no palco. Achei que fosse sair na primeira, mas durei até a quarta apresentação!”, comemora a atriz, que nunca tinha dançado profissionalmente. “Fiquei muito orgulhosa de mim”, confessa Milena, lembrando-se que ensaiou durante três meses, três horas por dia, de terça-feira a sábado,
Família reunida
Hoje, a agenda profissional é menos intensa e Milena aproveita para “alimentar” corpo e mente. Faz pilates duas vezes por semana e pretende se matricular nas aulas de muay thai. Lê mais e assiste a mais filmes – ela acaba de adquirir uma caixa especial de Stanley Kubrick com sete clássicos do diretor, entre eles “Lolita”, “Uma Odisséia no Espaço” e “Laranja Mecânica”. Na cabeceira, ela conta que tem três livros, que alterna de acordo com a vontade. Um deles é “Mulheres que Correm com Os Lobos”, da psicóloga americana Clarissa Pinkólas Ester). “Ele fala sobre a psique feminina e estou gostando bastante.”
Mesmo com a distância – ela mora noRio há sete anos – , as visitas à família, são frequentes. “Quando vou para lá (casa dos pais), curto eles ao máximo. A gente cozinha e conversa muito”, conta, f azendo jus à origem italiana e espanhola. Ela, que adora reuniões em volta da mesa de jantar, garante que é boa no fogão. “Faço de ovo frito a carneiro. Gosto de comidão para fazer o povo rolar”, brinca. E em relação aos seus 52 quilos, a moça agradece à genética. “Eu como tudo que eu faço. Mas, quando vejo que exagerei, fico uns dias com sopinha. Adoro sopas.”
Transformações sem neura
Para atores, nem sempre é bom engatar um personagem em outro na TV. Afinal, pode desgastar a imagem. Mas, para Milena isso não é regra, já que mudar o visual é com ela mesma. A loira já ficou careca em “Olga”, teve cabelo loiríssimo em “Malhação” e cabelão em “Araguaia”. “O megahair da Manuela foi feito com o meu próprio cabelo. Guardei quando raspei careca”, conta a atriz.
“Tenho saudade do meu cabelo comprido, mas curto é prático e é uma delícia ter a nuca à mostra durante o verão”, sugere Milena, que aconselha todas as mulheres a rasparem careca pelo menos uma vez na vida. “Faz você se despertar para uma feminilidade que você não conhece. A mulher se prende muito ao cabelo. Se raspa tudo, percebe que tem nuca, orelha e vai se descobrindo.”
É isso. Milena gosta de ousar, de descobrir o novo e de fazer o telespectador pensar. Um desejo é fazer uma personagem como o de Natalie Portman em “Closer - Perto Demais”. “É forte, intenso. E sempre fiz personagens sérios.”
Se Vanessa vai ou não ficar com Paulo (Dan Stulbach) em “Fina Estampa”, não importa. O que vale para Milena é que a personagem levanta a questão de até onde termina o certo e começa o errado. “A Vanessa não teve uma figura masculina em casa, porque foi criada pelo Crô (personagem gay interpretado por Marcelo Serrado). Então, buscou primeiro a companhia de René, um homem que é um bom pai, bom marido... Depois, achou essas qualidades no Paulo, que a recebeu de braços abertos. Agora está apaixonada por ele, que pode voltar com a ex-mulher. Acho que ela virou uma mulher bacana ao lado dele”, defende a atriz, enquanto reconhece o crescimento da personagem na trama de Aguinaldo Silva. “Sou muito dedicada às missões que me são dadas e fico muito feliz com essa visibilidade do meu trabalho.”
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