O que a “Luiza do Canadá”, Felipe Neto, PC Siqueira, Rebecca Black, Luisa Marilac e o bebê risonho do comercial de um banco têm em comum? Todos eles surgiram “do nada”, graças a vídeos e posts na internet.
Democrática, a rede pode impulsionar desde as pessoas que sonham com 15 minutos de fama até políticos, artistas, empresários e você. Sim, você. Por que não?
Segundo o professor Marcelo Lobianco, coordenador do curso de Marketing Digital da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), existem dicas que podem ajudar aqueles que querem usar a rede em busca do “estrelato”. “O caminho mais curto para viralizar o conteúdo é apostar no bizarro, no estranho e no humor. Os hits, como o vídeo ‘Evolution of Dance’ partem disso. As pessoas tendem a compartilhar mais aquilo que consideram fora de contexto”, diz Lobianco.
Além da descontração, estudantes e jovens que sonham com a popularidade entre colegas também podem – e devem – apostar na inovação, segundo a professora Ivone Rocha, coordenadora dos cursos de comunicação do Senac São Paulo. “Pode parecer difícil e há uma tendência de se pensar que tudo já foi feito e que não é possível criar coisas novas, mas isso não é verdade”, afirma Rocha.
Antes de sair por aí arrancando risadas, porém, lembre-se de que, no futuro, seus chefes poderão ter acesso a esse mesmo conteúdo. “Falta um código de comportamento. Vemos casos de discriminação, discussões, críticas ao trabalho. A pessoa também é uma marca e tem de pensar como quer ser vista no futuro. Todas as empresas que oferecem vagas pesquisam um pouco do candidato nas redes sociais”, lembra o professor da ESPM.
Além do acesso ao perfil de futuros empregados, as empresas também têm muito a lucrar com a rede, desde que estejam preparadas para essa tarefa. “O consumidor já descobriu que o poder está em suas mãos e a propagação de elogios ou críticas é instantânea. As marcas têm de ser mais reais, transparentes e próximas do seu público”, recomenda o professor.
“É melhor explicar que o produto não foi entregue por um problema com a logística do que passar por ridículo ao dar uma resposta que todos sabem ser falsa”, diz Rocha, que indica ainda contratar um consultoria para descobrir em qual das redes está o público que se quer atingir e como ele se comporta.
“Às vezes, uma rede favorece mais o tipo de indústria A e a outra, a B”, comenta Lobianco. O Twitter, por exemplo, é bastante útil para lidar com o humor e divulgar promoções. Já o Facebook, por ser mais completo, pode ser uma ferramenta no lançamento de produtos.
Agora, se a intenção for divulgar seus dons artísticos ou sua banda, esqueça a segmentação e tenha um perfil em todas as redes sociais.
“Os artistas têm de estar em todos os lugares e com uma atuação muito mais dinâmica. Isso vai ajudá-los a identificar o público”, recomenda Rocha.
E não adianta reclamar que não possui recursos. Como lembra Lobianco, o grande “barato” da internet é que ela rompeu as barreiras e oferece programas para edição de vídeos, fotos e músicas que antes custariam fortunas. “Não há desculpa para trabalhos em baixa qualidade”, finaliza.
E aí, já jogou seu vídeo no YouTube? Ele pode mudar sua vida. Não é, Luiza?