Quase R$ 500 milhões foram pagos com o funcionalismo no ano passado, outros 170 milhões serão investidos no Sorocaba Total e mais milhões são empenhados em outras áreas da gestão municipal, mas mais de 3 mil moradores ainda estão em áreas de risco por falta de habitações populares.
Segundo o prefeito Vitor Lippi, R$ 30 milhões foram investidos para transferir 10 mil famílias até agora. “Removi 1.500 do Abaeté e fizemos o piscinão. Assim foi no Vitória Régia, onde fiz barreiras e sistemas de drenagem, na Vila Helena, no Jardim Marli, Vila Formosa, Mineirão, Laranjeiras. O Programa Vítima Zero vai tirar 300 famílias do Santo André II e mais 80 do São Bento II”, diz ele. “Mais de 1200 casas estão em regiões de acompanhamento”.
Nessas “áreas de monitoramento” está a casa de Divani, que entrou ontem nessa lista, por ter sua cozinha e lavanderia interditadas, e mais seis vizinhas do Parque Esmeralda. A lógica é assim: se ela ouvir e as outras famílias dos 1200 casas em risco “parcial” ouvir algum ruído no telhado ou ver o chão ceder, devem ligar imediatamente no número 199.
Orientações
O secretário de Segurança Comunitária, Roberto Montgomery, informa que todas as famílias cadastradas na Locação Social recebem auxílio entre R$ 500 e R$ 600 e têm a garantia de que vão morar em um conjunto habitacional. “Famílias em situação de risco alto ou muito alto são encaminhadas ao SOS. Não é o caso de Divani”, diz. “Mais de 200 áreas são visitadas diariamente.”