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Rede Bom Dia

VERSÃO IMPRESSA TERÇA-FEIRA
22 MAIO
viva
26/01/2012 21:37

Aumenta cobertura de vacina contra a hepatite B

Vacinação contra doença passa a ser gratuita em unidades básicas de saúde para pessoas com até 29 anos Agência Bom Dia

Com a decisão do Ministério da Saúde de ampliar a cobertura da vacinação contra a hepatite B, doença que afeta o fígado, para pessoas com até 29 anos – a dose era gratuita somente para jovens de até 24 –, a prevenção se tornou ainda mais imprescindível. No Brasil, em 2009, segundo estatísticas do Portal da Saúde, foram registrados mais de 14,6 mil casos da doença, sendo de 5% a 10% crônicos. “Pesquisas apontam a relação sexual como principal forma de contágio”, alerta a pediatra Maria José Mastellaro.

“A vacina contra hepatite B deve ser aplicada em três doses, logo nos primeiros meses de vida. Quem já tomou quando criança não precisa de reforço, com exceção de profissionais da área da saúde. Se a pessoa tem dúvida se tomou ou não, o melhor a fazer é se vacinar”, orienta a médica.

Com a nova norma do Ministério da Saúde, a dose é aplicada gratuitamente em pessoas de até 29 anos em qualquer UBS (Unidade Básica de Saúde). Nas clínicas particulares, o valor da vacina pode variar, em média, entre R$ 70 e R$ 90.

Um exame de sangue pode ser feito para comprovar se a pessoa está ou não imune ao problema, de acordo com a pediatra Maria José. Ela também fala das complicações da doença (leia mais abaixo). “A hepatite B pode se tornar crônica e predispõe o câncer de fígado. As consequências da doença são sérias, há pessoas que chegam a precisar de transplante de órgão”, esclarece, enfatizando, portnato, a importância da prevenção.

precaução/ Após reservar espaço na agenda para tomar as doses de vacinas atrasadas, o advogado George Gustavo Correia Baruzzi, de 28 anos, conta que ficou bem mais aliviado. “Nunca sobrava tempo para correr atrás disso, mas o assunto me preocupava”, diz.
Há uma semana, ele esteve em uma clínica e recebeu várias picadas em um único dia. “Tomei vacinas contra hepatite B, meningite, HPV e tríplice bacteriana. Ainda faltam outras, mas as datas de aplicação já estão agendadas”, completa.

Segundo Maria José, que trabalha na clínica Clemed, a porcentagem de adultos que frequenta o local é baixa se comparada ao número de crianças atendidas mensalmente. “O adulto não se lembra e o adolescente foge da vacina.”

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