O município de Várzea Paulista ficou com praticamente a metade dos R$ 3 milhões do governo federal destinados por meio de convênios assinados ontem pela Caixa Econômica Federal para a AUJ (Aglomeração Urbana de Jundiaí).
“É uma verdadeira guerra e ainda há todo o trabalho de terminar os projetos para vê-los aprovados antes de chegar o dinheiro. Temos o menor orçamento por habitante da região”, justifica o prefeito Eduardo Tadeu Pereira (PT), do mesmo partido do governo da presidente Dilma Rousseff.
Agricultura / Em Jundiaí, o político mais satisfeito com o resultado foi o deputado federal Luiz Fernando Machado (PSDB). “Saíram R$ 1,3 milhão do Ministério da Agricultura para Jundiaí, Campo Limpo, Jarinu e Itupeva, mas ainda falta assinar o convênio. Foi um acordo com o governo Dilma feito ainda em 2010”, diz. Segundo ele, são máquinas para manter estradas e ajudar o agricultor diante da especulação imobiliária.
Foram R$ 651,4 mil para Jarinu, R$ 640 mil para Jundiaí e R$ 364,5 mil para Campo Limpo. Outros R$ 350 mil (mesmo valor da parte agrícola de Jarinu) será assinado nos próximos dias para beneficiar Itupeva.
O secretário Jorge Yatim, de Agricultura e Abastecimento, disse que Jundiaí vai usar os recursos em 120 km espalhados por 39 estradas apontadas em um levantamento recente como a demanda do setor.
O prefeito Miguel Haddad (PSDB) diz que a AUJ tem avançado no consenso de apoio ao produtor rural, um dos motivos das verbas setoriais em Jundiaí, Jarinu, Campo Limpo e a prevista de Itupeva.
Maternidade / Sem área rural, Várzea deve aplicar recursos dos ministérios dos Esportes, da Saúde e das Cidades em ações como a construção da maternidade no Hospital da Cidade, além de lazer e manutenção de ruas e galerias.
“Não é tão simples. Temos ainda verbas a liberar do ano pasado, como para o córrego do Bertioga”, diz o prefeito Eduardo Pereira.
Por causa das divisões regionais da Caixa, os municípios de Cabreúva e Louveira, outras duas das sete cidades da AUJ que não tiveram verbas, podem receber repasses em próximas listas de municípios.
Os repasses são verbas diretas e não empréstimos, ou seja, já possuem contrapartidas previstas e não geram dívidas aos municípios envolvidos.
Copyright Rede Bom Dia de Comunicações 2011. Todos os Direitos Reservados