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Rede Bom Dia

VERSÃO IMPRESSA SEGUNDA-FEIRA
21 MAIO
13/02/2012 00:01

Verdão riu por último no domingo

Palmeiras assistiu de camarote à eletrizante vitória corintiana no clássico: liderança alviverde garantida no saldo de gols

O Corinthians bateu o São Paulo e o Palmeiras agradece sensibilizado, pois, assim, garantiu a liderança do Campeonato Paulista, pelo saldo de gols.

Melhor, para o palestrino amigo, seria um empate, resultado, na verdade,  mais compatível com o desenvolvimento do clássico no Pacaembu. Nem tanto pelo pênalti perdido por Jadson, mas, muito mais, pelo desempenho dos dois times.

O Timão, sereno como sempre; o Tricolor, injustificavelmente nervoso em excesso, desde o início. Nervosismo que apressou demais o toque de bola, provocando erros nesse quesito fundamental. E que, ao cabo, resultou na expulsão justíssima de João Felipe, que deu uma banda violenta em Jorge Henrique, sem bola, no meio-campo.

Logo João Felipe, que estava sendo o ponto mais frágil da defesa do São Paulo, muito bem explorado por Jorge Henrique e Fábio Santos. Aliás, não por acaso, o escanteio que resultou no gol de cabeça de Danilo veio daquele lado.

Por falar em Danilo, fez uma bela partida e acabou saindo sob aplausos para a reestreia de Douglas, que pouco tempo teve para mostrar muita coisa.

Já do lado do São Paulo, por mais paradoxal que pareça, a saída de João Filipe com a passagem de Wellington para aquele setor arrumou o time, que, mesmo com dez contra onze, dominou a bola, os espaços e imprimiu um jogo veloz e perigoso em direção à meta de Júlio César, obrigando-o a fazer, por baixo, duas defesas providenciais.

Enfim, um clássico movimentado, com algumas alternâncias e que deixa bem na foto tanto o vencedor quanto o perdedor. Melhor ainda, aquele de verde que a tudo assistia de camarote.

Verdão na cabeça/ Depois da categórica vitória de sábado sobre o Ituano, por 3 a 0, com direito a gol do estreante Barcos e excelente exibição de Maikon Leite e Daniel Carvalho, além, é claro, das duas assistências de Assunção em bolas paradas, o t?écnico Felipão citou que o Palmeiras também foi assim no início do Brasileirão: começou bem, depois caiu.

Só espera, agora, que o time se mantenha no nível atual de eficiência, mesmo sem brilhar, que isso já seria um exagero para o atual elenco.

Aliás, elenco é a palavra-chave para explicar a queda ocorrida ao longo de 2011. O do Palmeiras era muito reduzido. Uso o verbo no passado porque as chegadas outro dia de Barcos, Artur, autor de outro gol no sábado, Daniel Carvalho e Maikon Leite já oferecem ao técnico certo alívio na hora de mexer na equipe, seja por cartões seja por lesões.

Porém, ou muito me engano ou o Palmeiras está prestes a fazer sua melhor aquisição do ano: Wesley, ex-Santos.

Meia, volante e lateral, esse rapaz foi básico na construção súbita daquele Peixe do primeiro semestre de 2010, último momento de brilho ofuscante no futebol brasileiro recente. Veloz, hábil, múltiplo, Wesley, ao lado de Arouca, fazia a transição da defesa ao ataque num átimo, o que conferia ao seu time aquele poder ofensivo arrasador acionado por Ganso, Robinho, Neymar e André.

Resta saber se será o mesmo, nessa sua volta ao futebol brasileiro. De qualquer forma, bons ventos sopram para os lados da Academia. É esperar que não sobrevenha a calmaria, depois deste início promissor. Ou pior: a borrasca sempre anunciada pelo soar das tradicionais cornetas verdes.

Na linha do gol
Na Inglaterra, o City conseguiu manter a liderança ao bater o Aston Villa por 1 a 0, gol de Lescott, na sequência de escanteio cobrado da esquerda. Mas o bicho integral de todo o time deve ser depositado na conta do goleirão Hart, que fez um milagre no finalzinho, ao pegar um chicote à queima-roupa de Bent.

Isso porque, na véspera, o Manchester United havia assumido a liderança provisória, ao vencer o Liverpool por 2 a 1, dois gols de Rooney contra o de Suárez, que protagonizou mais um incidente de cunho racial, ao negar a mão para o cumprimento de praxe a Evra. Depois, pediu desculpas. Ora, vá pedir desculpas pra, pro, digamos, pro bispo.

O Santos, de olho na estreia na Libertadores neste meio de semana, botou em São Bernardo seu time reserva e goleou o Linense sem grandes embaraços: 4 a 1, gols de Bruno Rodrigo, na sequência de pênalti desperdiçado por Alan Kardec, Vinícius Simon, Anderson Carvalho e Dimba, o primo do Dimba.

É verdade que o Linense também jogou desfalcado. Mas de olho na rabeira do campeonato. Apesar disso, começou melhor do que o Santos, obrigando o goleiro Rafael e fazer boas defesas. No entanto, aos poucos, o Peixe fez valer a superioridade técnica de seus jogadores, muitos deles meninos da Vila. E dois deles se destacaram especialmente: o defensor Rafael e o volante Anderson Carvalho. 

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