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Rede Bom Dia

VERSÃO IMPRESSA SEGUNDA-FEIRA
21 MAIO
12/02/2012 16:45

Cortez inicia jogo e quer homenagear mulher

José Eduardo Martins
jose.martins@diariosp.com.br

Cortez foge do estereótipo do jogador baladeiro. Apaixonado, ele troca a agitação da noite paulistana por um tranquilo passeio ao lado da mulher, Juliana. Agora, o lateral-esquerdo do São Paulo sonha com um belo presente para a amada. Se marcar um gol no clássico deste domingo, contra o Corinthians, no Pacaembu, ele prestará uma homenagem à companheira.

“Com certeza, se fizer um gol, vou dedicar para a minha mulher”, afirma o jogador, que ainda não definiu como será a comemoração. “Deixo para decidir na hora, ver se sai alguma coisa. Gosto de fazer no momento. Algo que saia naturalmente”, explica o lateral.

Motivos não faltam para o ex-botafoguense querer tanto paparicar a amada. Afinal, a dedicação dela é total. Todos os dias, Juliana perde pelo menos uma hora para ajeitar as vistosas madeixas do maridão.

“Ela faz o meu cabelo todo dia. Demora mais de uma hora mesmo, porque tem de desembaraçar, mas o fio vai enrolando quando cresce”, justifica-se o camisa 6.

O excêntrico penteado surgiu em 2009, muito antes de Cortez desembarcar em São Paulo. “A ideia foi de um amigo meu, o Ademar, mais conhecido como Ximbica. Éramos do Quissamã (time do interior do Rio) e  ele falava para eu deixar o cabelo crescer”, conta o jogador, que não descarta a possibilidade de, um dia, mudar o visual. “Não posso falar que nunca vou mudar. Quem sabe, um dia (troco o penteado)”, comenta.

Início difícil/ Cortez tem uma história de superação e demorou um pouco mais  do que o normal para atingir o estrelato.

Aos 9 anos, ele vivia com a mãe (o pai já era falecido) e começou a praticar o esporte em uma escolinha que selecionava garotos para treinar no infantil do Vasco. Foi, então, que a mãe também morreu.

Desmotivado, ele ficou longe dos campos durante seis meses. Um casal de vizinhos (José e Ana Margarida) resolveu adotá-lo.  O esforçado menino voltou a sonhar com o futebol.

Passou por Bangu, Quissamã, Nova Iguaçu... Aos 23 anos, após  se destacar no estadual do Rio, foi parar no Botafogo. Na temporada seguinte, deixou o Alvinegro e acertou contrato de cinco anos com o São Paulo.

Mesmo com o sucesso, ele não deixou a humildade de lado. Extrovertido, sorri e brinca o tempo inteiro. Simples, organizou no ano passado a sua festa de casamento com a amada Juliana em um restaurante do Habib’s. “Foi algo especial. Um dia, ainda vou levar todo mundo do São Paulo para o comer lá”, promete o atleta.

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