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Rede Bom Dia

VERSÃO IMPRESSA SEGUNDA-FEIRA
21 MAIO
05/02/2012 19:29

Julio César diz que na Libertadores será pior

Plínio Rocha
plinio.rocha@diariosp.com.br

“Foi porrada para todo lado. Mas, na Libertadores, vai ser pior ainda, é até bom para que nós possamos nos acostumar.”
A frase é de Júlio César, na tentativa de explicar por que o Corinthians tropeçou em casa, ontem, e ficou apenas no empate com o Bragantino, em 1 a 1.

O goleiro tem um pouco de razão. As 29 faltas feitas pelos jogadores da equipe do interior, que originaram cinco cartões amarelos e um vermelho, ajudaram muito a parar os corintianos, em pleno Pacaembu.

Não que eles tenham ficado muito atrás nesse quesito, que se diga. Contribuíram para truncar o jogo com 23 infrações, levando três amarelos e um vermelho por causa disso.

A verdade é que a coisa já começou mal para o Timão, que defendia a liderança do Paulistão — e terminou a rodada em segundo, atrás do Paulista, o novo ponteiro. Logo aos dois minutos de jogo, Romarinho bateu falta e colocou a bola na área. E, aí, veio a reclamação dos corintianos. Sim, porque o gol foi de Serginho, mas não antes de o zagueiro André Astorga, em posição de impedimento, ter tentado interceptar a jogada. Para isso, projetou até mesmo a mão para alcançar a bola. O árbitro Leonardo Ferreira Lima validou o gol.

A partir daí, os comandados de Tite passaram a lutar não só contra as faltas dos adversários, mas, também, contra a catimba. No jargão do futebol, virou ataque contra a defesa.

E assim a coisa foi se arrastando. Não que o Corinthians tenha aceitado a situação de maneira passiva. Pelo contrário. A pressão foi grande. Até Chicão e Leandro Castán, que se enrolaram um pouco nos minutos iniciais no gol do rival, foram presença constante no ataque. Mas, por mais que insistissem, o primeiro tempo acabou em desvantagem.

O segundo começou e o filme do gol logo no início se repetiu. Mas, desta vez, do outro lado. Aos cinco, Luis Ramírez, que teve uma chance entre os titulares e ainda não havia justificado a preferência de Tite, pegou a bola na intermediária e foi avançando, avançando, avançando... Quando resolveu chutar, pegou na veia. Golaço: 1 a 1.
Dali até o fim, o Timão pressionou ainda mais. Mas parou na cera dos jogadores do Bragantino. E em mais faltas. Teste para a Libertadores, mesmo?

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