Agência Lancepress!
Corinthians e Independiente Medellín serão rivais nesta quarta-feira, em partida válida pela segunda rodada do Grupo 1 da Copa Libertadores. Os dois clubes, porém, têm trajetórias e peculiaridades que o fazem quase irmãos de sangue.
A começar pela obsessão pela própria competição sul-americana. Se os corintianos são ironizados pelos três maiores rivais - Palmeiras, São Paulo e Santos -, os torcedores do Rojo também sofrem com as brincadeiras dos "hinchas" do Atlético Nacional que, na edição de 89, fez História ao cravar a bandeira do país na taça da Libertadores pela primeira vez. O caneco da Libertadores (ou a falta dele) acirra a rivalidade entre os dois gigantes da cidade.
O estádio onde manda seus jogos também é uma coincidência entre os dois clubes. Se o Timão utiliza o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, que pertence à Prefeitura de São Paulo, o seu rival desta quarta faz o mesmo. Seja em jogos do campeonato local ou confrontos internacionais, o Independiente utiliza o Estádio Municipal Atanasio Girardod, que pertence à Província de Medellín. Com um agravante: o clube é obrigado a dividir espaço com seu arquirrival Atlético Nacional. Algo parecido com o se vê no Rio de Janeiro (Maracanã) e Milão (San Siro).
Apelido e popularidade também aproximam os dois clubes. Se o Corinthians é chamado pela Fiel de "Todo Poderoso Timão", imprensa e torcedores do Independiente enaltecem o apelido "El Poderoso" (O Poderoso) a todo momento. A paixão que envolve os rivais desta quarta também são parecidos. Enquanto o Alvinegro de Parque São Jorge possui a maior torcida do estado de São Paulo e a segunda maior do Brasil, o clube de Medellín também está entre os líderes das maiores paixões da Colômbia.
As coincidências entre Corinthians e Independiente não estão apenas relacionadas às situações positivas. O pior momento ao longo da História também é. Tanto lá quanto cá, dirigentes praticaram desmandos administrativos e colocaram os clubes nas páginas policiais dos jornais. A diferença ficou por conta da punição.
No Brasil, Alberto Dualib, Nesi Curi, Kia Joorabchian e outros foram acusados de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, estelionato, facilitação ao crime organizado, entre outros crimes. Os processos estão na Justiça até hoje, e ninguém foi preso. Audiências ocorrem quase todas semanas em fóruns da cidade, mas, por enquanto, não há culpados. Apenas, suspeitos.
Na Colômbia, não. Dirigentes do Independiente foram parar na cadeira após serem investigados e culpados pelo crime de lavagem de dinheiro. Pior para o clube, que perdeu seus patrocinadores e ficou quase dois anos sem ter qualquer marca estampada em seu uniforme.
Nesta quarta-feira, a partir das 21h50, os rivais-irmãos duelam pela primeira vez na edição deste ano da Copa Libertadores. A Fiel espera que, deste duelo, o Poderoso saia vencer. O Poderoso Timão, é claro!
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