Rodrigo Alcântara
Agência BOM DIA
Foto: Assis Cavalcante/Agência BOM DIA
Mais de 110 edifícios em uma área aproximada de dez quarteirões. Essa é a selva de pedra e a consolidação de uma verticalização residencial no bairro Campolim, zona sul de Sorocaba.
Segundo os profissionais do setor, o boom imobiliário e econômico fez com que a região se tornasse a mais nobre e valorizada da cidade.
Em um levantamento feito pela reportagem do BOM DIA, partindo do cruzamento entre as avenidas Washington Luiz e Barão de Tatuí, foram contabilizados 115 prédios.
Desse total, 88 prédios são residenciais, outros 19 estão em construção e 8 são voltados ao comércio. Uma média de 20 mil pessoas e 4,5 mil famílias.
A contagem não levou em consideração, ainda, a quantidade de condomínios residenciais horizontais e casas “tradicionais” que existem nos bairros da zona sul.
Big Bang dos anos 90
A consolidação do desenvolvimento da zona sul de Sorocaba teve início com a inauguração do complexo que engloba o Shopping Esplanada e o hipermercado Carrefour, em setembro de 1990.
Pouco tempo depois, a construção do viaduto que atravessa a rodovia Raposo Tavares fez com que a economia daquela região tivesse a estrutura necessária para o crescimento.
Hoje, o local conta com o Parque Campolim, dezenas de restaurantes, boates, três hipermercados, um supermercado, dois shoppings e agências bancárias que ditam e mantêm o mercado aquecido.
A verticalização de 2000
Com o crescimento comercial também veio o residencial, no início de 2000. Segundo o presidente regional do Secovi (Sindicato da Habitação), Flávio Amary, a região do Campolim tornou-se referência e marcada pela verticalização.
“É muito mais fácil e barato para a construtora erguer edifícios nas várias áreas livres que tinham no local.”
Com isso, a concentração de pessoas que já tinham por base o Campolim como o principal centro comercial de Sorocaba, aumentou ainda mais. “A zona sul é mais valorizada da cidade hoje em dia. Pelo seu desenvolvimento econômico, possibilidades e localização”, diz.
Amary lembra que a região é cortada pela rodovia Raposo Tavares que, por sua vez, faz ligação com a rodovia Castello Branco. Um motivo a mais para quem trabalha fora de Sorocaba ou vem para a cidade trabalhar.
Mesmo com as áreas livres já em fase de “extinção”, Flávio Amary acredita que a valorização da zona sul tenderá a crescer ainda mais. “Os imóveis construídos nessa região terão uma valorização muito alta nos próximos anos, baseada nos condomínios de alto padrão que já existem e que estão sendo construídos”, finaliza o presidente do Secovi.
Moradores aprovam a região
Os moradores da zona sul estão satisfeitos com o desenvolvimento da região e com a valorização de imóveis.
Para o vendedor Róbson Nucci, o Campolim, principalmente, ganhou status após a criação do Parque Campolim, ressaltando a pista de caminhada.
“O local tornou-se uma espécie de centro de lazer e, ao mesmo tempo, uma área de confraternização entre as pessoas que moram na região.”
Outras ainda exemplificaram a comodidade de morar próximas a hipermercados como o Walmart ou padarias, como a Real Conveniência. “A região tornou-se ponto de referência para quem chega de fora”, diz Nucci.
Comentários
Infelizmente os investimentos em vias públicas nesse bairro não são proporcionais.Basta tentar ir ao Esplanada Shopping num dia que antecede dia das mães, natal, etc, para constatar. Caos total.Provavelmente, quando todos os apartamentos forem entregues, os congestionamentos serão pior que São Paulo.Se isso não bastasse, o bairro Campolim tornou-se um condomínio sem portaria, tamanha a quantidade de ruas sem saída, que jogam todo o fluxo de veículos para a Av. Antonio Carlos Comitre. Uma vergonha !Existe nesse bairro, inclusive Rua sem saída com Cancela.Onde estão as autoridades ?
Muito interessante esta matéria, parabéns !! Grande abraço !! Gilson santos da Granitos da Fonte
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