* atualizado às 23h32
Luís Fernando Wiltemburg
Agência BOM DIA
Um incêndio de grandes proporções destruiu na noite desta quinta-feira a Indústria de Móveis M.K., na quadra 19 da rua Ezequiel Ramos, na Vila Cardia, em Bauru. As chamas chegaram a atingir 12 metros, segundo estimativas do Corpo de Bombeiros. A área queimada pode chegar a mil metros quadrados e três residências podem ter sido comprometidas.
Segundo moradores, o fogo teria se iniciado por volta das 20h. Não se sabe o que teria iniciado as chamas, mas acredita-se que tenha sido um curto-circuito.
A principal preocupação dos bombeiros foi afastar as labaredas das casas ao redor. Porém, pelo menos três residências tiveram muros e paredes afetadas por fora. Defesa Civil aguardava o fim dos trabalhos para avaliar se foram comprometidas.
Três veículos do Corpo de Bombeiros e um caminhão-pipa do DAE (Departamento de Água e Esgoto) foram necessários para controlar o fogo. Até as 22h, cerca de 20 mil litros de água foram utilizados.
Além dos portões da própria fábrica, que atravessava o quarteirão até a rua Presidente Kennedy, os bombeiros utilizaram casa de vizinhos como acesso ao incêndio.
“As instalações elétricas eram muito antigas e acho que era a única coisa que não passava por manutenção”, afirma João Roberto Mendes, 58 anos, filho do ex-proprietário da empresa.
Atualmente, a fábrica é tocada apenas por um primo, de João, Roberval Silva Mendes. Parentes estavam com dificuldades de contactá-lo.
“Só sei que a perda é total, de material a maquinário”, diz João Roberto, que não soube estimar o valor do prejuízo. Ainda segundo ele, o estabelecimento não teria seguro.
A mãe de João Roberto, que mora na casa em frente à fábrica, foi quem primeiro percebeu o fogo. Ela estava ao telefone quando ouviu estalos. Olhou pela janela e viu as chamas.
Pessoas que passavam pela rua retiraram ela e o marido, ambos idosos, de casa. Dois veículos na garagem, uma Fiorino e um Uno, foram retirados às pressas. O segundo veículo chegou a ser danificado pelo calor. Parte de peças de plástico derreteram e sequer conseguiram empurrá-lo para longe da casa. “O Uno estava tão quente que o plástico derreteu na minha mão. Estava prestes a se incendiar, também”, diz João Roberto.
O coordenador da Defesa Civil em Bauru, Álvaro de Brito, diz que, após o controle do fogo, pode ser necessário jogar mais água e espuma umectante no material. “O fogo pode reacender por causa do tipo de material”, explica.
O incidente coincide com a semana marcada por vários incêndios em terrenos e pastos.
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