Agência BOM DIA
A pedido do BOM DIA, pacientes do Pronto-Socorro Central comentaram nesta quinta a decisão de a Secretaria Municipal de Saúde contratar segurança armada para garantir ordem no local – palco de confusões recentes. O assunto foi adiantado pelo BOM DIA na quarta-feira.
“Ter um segurança aqui seria muito bom, mas o que realmente importa é que houvesse mais médicos, melhor atendimento...”, resume Alex Leopoldino, 30 anos, artesão em Agudos. “Mesmo assim, se fosse um segurança armado, haveria outro problema porque ele precisa ter controle psicológico muito grande. Afinal, ninguém aqui está satisfeito. E se sai uma confusão?”
Keith Regina Calegari, 50, concorda com Alex e acrescenta: “Levando-se em conta o nervosismo do povo pelo mau-atendimento, a chance de acontecer algo ruim é grande”. “Não bastasse isso, o pronto-socorro é sujo, sempre tem baratas andando pra lá e pra cá.”
Auxiliar de enfermagem critica
“Se eu pudesse classificar o atendimento, daria a pior nota. Está péssimo. Fico mais de duas horas aqui esperando”, diz Cláudia Santos de Souza, 37 anos, auxiliar de enfermagem que tem que sair de sua casa no Jardim Ouro Verde até o Pronto-Socorro Central. “Mas nós sabemos que a culpa não é dos profissionais daqui.”
“Meu pai está na maca desde três da manhã”, relatou Keith Calegari.
Outro lado
A assessoria esclarece que haverá edital para processo de licitação de contratação de Vempresa de segurança armada no PS Central. Informa, ainda, que queixa sobre baratas “não procede” porque o PS “passou por dedetização em 26/2/10”. Há, ainda, serviço regular de limpeza no pátio externo. A Secretaria de Saúde age para descentralizar atendimento em bairros e, assim, desafogar o PS.
No PAI, mais problemas respiratórios
A precariedade no atendimento público é agravada por esse tempo seco de março. Que, por sua vez, piora com sucessivas queimadas na cidade – até 60 por dia. Resultado: problemas respiratórios inevitáveis.
O incêndio de quarta-feira, que atingiu uma área equivalente a treze campos de futebol, serviu como comprovação de que Bauru precisa de chuva – o que não ocorre desde o dia 2, segunda-feira retrasada.
Darika Aparecida Canale, 30, é servente geral e mora no Núcleo Geisel. Ela levou nesta quinta seu filho Lucas Canale, 3, ao PAI (Pronto Atendimento Infantil) para tratar a bronquite. O PAI é da prefeitura e vizinho ao PS Central. “Sempre que o tempo se torna seco assim, o Lucas fica mal. Aí eu tenho que trazê-lo para fazer inalação e acabo ficando um tempão aqui pela demora no atendimento”, reclama.
Uma boa notícia para Darika e outras mães na mesma situação: segundo Fernando Tavares, meteorologista do IPMet-Bauru, há previsão de chuvas isoladas para este sábado, o que deve melhorar um pouco a baixa umidade do ar.
“Enquanto não chove, e estamos nessa época do ano, o jeito é sempre deixar tudo limpinho em casa e evitar poeira ao máximo para não atacar a bronquite dele", ensina Darika após aprender na prática o que faz ou não bem a seu filho.
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