Gláucia Mazzei
Agência BOM DIA
O motociclista Deberaci Duarte, 65 anos, morreu por volta das 9h30 de segunda-feira, após colidir sua moto na traseira de uma carreta e ficar prensado entre as rodas, no cruzamento das avenidas Antônio Frederico Ozanan e 9 de Julho. Ele foi arrastado por quatro metros.
Segundo a polícia, o motociclista seguia com sua Twister 250 pela avenida Antônio Frederico Ozanan, sentido bairro/Centro. Ao fazer a conversão à esquerda, para retornar na mesma avenida, sentido Maxi Shopping, o motocliclista bateu na traseira da carreta de um caminhão trator Ford Cargo, que também realizava a conversão para seguir sentido avenida Luiz Latorre. Deberaci caiu e foi prensado.
De acordo com o boletim de ocorrência, foi atestado que o motociclista teve o crânio esmagado.
O motorista da carreta, Josiel Pereira da Silva, 42, foi atendido por uma ambulância pois estava em estado de choque. Ele afirmou que não viu a moto ao seu lado.
“Apenas escutei o barulho da batida”, disse, enquanto esperava para ser ouvido no 7º Distrito Policial.
“Fiquei muito nervoso depois do acidente, minha pressão subiu e nem lembro de ter falado com pessoas que estavam na hora do acidente.”
A carreta ficou parada no local do acidente, com o corpo prensado entre as rodas, por pelo menos uma hora e atraiu a atenção de curiosos. O trânsito na região teve picos de congestionamento.
Josiel trabalha na empresa Fassina, que faz entrega de cargas, e estava a caminho de uma loja de motos na avenida Luiz Latorre, para onde levava um contêiner com produtos. (com Rafael Amaral)
Morador de Campinas viu o acidente
O demonstrador Éder Nascimento, morador em Campinas, fazia a conversão com sua moto ao lado da vítima e viu quando Deberaci caiu.
“Eu acho que ele não mediu o tamanho da curva que o caminhão faria”, diz. “Não vi tudo porque estava prestando a atenção no trânsito, mas ele caiu e foi rodando com a roda.”
Éder, que trabalha em Jundiaí, diz que o trânsito por aqui é complicado e confuso. Os cruzamentos são diferentes dos da cidade de Campinas.
“Aqui algumas ruas são em mão dupla, de modo confuso, abre um semáforo aqui, fecha outro logo mais a frente. Não tem fluidez”, diz. “Lá não, ou vai uma mão ou vai outra.”
Após o acidente e a chegada da Polícia Militar, o local foi isolado e o corpo permaneceu entre as rodas sem que fosse tirado, pois as autoridades no local esperavam pela perícia.
“Acho que vou pedir afastamento da empresa que trabalho”, disse o motorista do caminhão, Josiel Pereira da Silva, na tarde de segunda-feira no 7º DP.
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